Viva a Variedade de Músicas!

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Há uns tempos atrás, qualquer música internacional que fizesse sucesso no Brasil, era cantada em inglês. Raramente uma música de outro idioma, como espanhol ou francês, fazia sucesso por estas bandas. A base das rádios brasileiras era: sucessos nacionais e sucessos cantados na língua inglesa de países como o Reino Unido, Estados Unidos e alguns hits do Canadá e Austrália. Ou seja, tirando as músicas brazucas, todas as outras eram cantadas em inglês. Claro, estamos falando dos Estados Unidos, que além de ser o país mais popular, tinha desde a década de 50 com Elvis Presley, uma fortíssima indústria musical. E o Reino Unido que despontou na década de 60 com nomes como: The Beatles, The Rolling Stones, Pink Floyd, Led Zeppelin, Black Sabbath, Queen; isto só para citar alguns artistas. O sucesso da música cantada em inglês era tanto, que até artistas de outros países cantavam em inglês. Foi assim com os suecos do ABBA, os noruegueses do A-ha, com o grego Demis Roussos e tantos outros. Até no Brasil tínhamos os nossos exemplos: Pholhas, Dave McLean, dentre outros.

Mas nesta atual década, com a ascensão da internet, as coisas começaram a mudar. Primeiro, tivemos a explosão da música popular sul-coreana: o K-Pop. E pouco depois, a música latina mostrava as caras com: o Reggaeton. O K-Pop tem uma pegada mais dançante, com músicas bem para cima. Algumas música por outro lado, tem um estilo mais romântico e artístico, lembrando até as músicas de abertura de animes. Outra característica marcante dos sul-coreanos são os videoclipes, ou simplesmente, MVs. Se destacam, porque, além da produção caprichada, os vídeos apostam em cores marcantes e também mostram os integrantes do grupo em questão dançando e cantando o tempo todo, lembrando os filmes musicais. Diferente daqueles clipes chatos, onde a banda fica com preguiça de aparecer e o clipe acaba sendo uma chatice sem tamanho com atores aparecendo em um vídeo totalmente tosco e não chamativo. Já as músicas de Reggaeton, mantém a animação do K-Pop, mas com uma pegada bem mais brega, lembrando até os horríveis Sertanejo Universitário e Funk Carioca. Quantos aos videoclipes, além da bela produção, há outro tipo de aposta: as mulheres, que assim como nos vídeos de funk do Brasil, aparecem seminuas e dançando sensualmente. Além destes gêneros já citados, vale destacar também os clipes dos musicais de Bollywood. Muitas das vezes o clipe que é lançado no YouTube, nada mais é, que um trecho de um número musical apresentado no próprio filme em questão. Assim, há a divulgação da música e do filme ao mesmo tempo.

Independentemente da qualidade da música ou do gosto musical da cada um, o fato é que temos que comemorar a enorme diversidade de músicas atualmente; diversidade esta, alcançada graças à internet! Lembro-me que algum tempo atrás, na programação da decadente Jovem Pan Fm, eles só tocavam músicas nacionais e músicas norte-americanas de hip hop e dance. Tem coisa mais nojenta que uma rádio tocar apenas músicas de um país, e ainda por cima, a ”parte ruim” dela? Por isso, eu fico muito feliz com o enorme sucesso de músicas em outras línguas que não sejam o inglês. E a tendência para o futuro é a de melhorar ainda mais.

 

 

 

 

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À internet nos libertou

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É incrível notar como a rede mundial de computadores nos libertou do marasmo da tv aberta e tv a cabo e dos cinemas e vídeo-locadoras nojentos com apenas filmes recentes e enlatados americanos. Hoje se pode assistir filmes de qualquer país, fazer a maratona de um determinado tipo de filme, assistir a filmografia completa de um ator/atriz ou diretor. Você monta sua própria programação.

Em relação as séries é algo mágico também. Você escolhe a série que quiser e promove uma maratona podendo assistir o show completo em apenas alguns dias.

No mundo dos livros é fascinante. Você não é obrigado a pagar absurdos 50 ou 100 reais em um livro, você pode baixar de graça e ler a hora que quiser. Sem contar a chance de baixar livros em inglês ou outros idiomas e ler sem sair de casa ou ir àquele país para comprar o produto desejado.

Agora quanto ao mundo da música, o que dizer? Antes não existia graça nenhuma acompanhar música. Éramos obrigados a ouvir apenas o que as rádios tocavam, e com os anos 2000, o que se ouvia nas rádios voltadas ao público jovem era apenas aquelas músicas nojentas de pop e hip-hop estadunidenses. Com o acesso à internet, podemos ouvir música de verdade, baixar as discografias dos grandes artistas e montar a nossa própria discoteca. E não, eu não tenho vergonha de dizer que baixo de graça, por que se depender dessas empresas ambiciosas, estamos ferrados.

É por estas e outras, que vale a pena viver no mundo de hoje. Muito obrigado internet, por nos libertar e pela liberdade de escolher o que queremos ler, ver e ouvir.