Juventude Apaixonada

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Introdução

Muito já se foi dito do amor. Mas parece que as pessoas não se cansam de ouvir falar sobre novas histórias de amor. Como já é sabido por todos que tem um pouco de experiência no assunto, nem todas as histórias românticas tem um final feliz. Muitas têm o final totalmente feliz e algumas são metade tristes e metade alegres. A História que estou prestes a contar é semelhante ao último exemplo, ou seja, nem totalmente feliz, mas longe de ser triste em sua maioria. Digamos que ela seja apaixonante, emocionante e atraente. Eu participo da história, mas não como o protagonista, digamos que eu seja o coadjuvante de destaque. Eu não sou o apaixonado do relato, mas sou apaixonado por histórias assim…

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Eu moro em uma cidadezinha qualquer do interior. A população não beira a cinquenta mil. Gosto sempre de me sentar no banco da praça e observar às pessoas, principalmente os casais de namorados. Meu amigo, Pablo, sempre foi mais atirado. Enquanto eu me conformava em apenas olhar as belas moças da cidade, ele sempre corria atrás. E foi em uma bela tarde, que Pablo conheceu a bela Alice. Nós dois estávamos sentados descansando após uma breve corrida ao redor da praça, quando surgiu uma linda moça caminhando em nossa direção. Ela tinha pele clara, cabelos negros, e vestia um lindo vestido rosa. Pablo respirou fundo e foi em direção a ela. Como sempre, me pediu para lhe desejar boa sorte. E foi o que fiz ”Boa sorte amigo em mais uma empreitada rumo ao amor”. Pablo se aproximou da jovem.

– Oi tudo bem? – Perguntou Pablo.

– Sim, eu te conheço? – A jovem perguntou com um sorriso sexy.

– Não, mas eu gostaria muito de conversar com você e lhe conhecer melhor.

Os dois se sentaram em um banco da praça e conversaram. Depois, a convite de Pablo, me juntei a eles e bebemos e conversamos muito. Com o passar dos dias, Pablo e Alice aproximaram-se cada vez mais, e naturalmente, começaram a namorar. E como em todo o início de namoro, tudo corria às mil maravilhas!

 

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Uma das melhores fases da minha vida, foi justamente o início do namoro entre Pablo e Alice. Eu fiquei sendo uma espécie de ”padrinho de paquera” do casal. Eu ficava na praça vendo os dois correndo e namorando e como posso dizer, sempre me emocionava. Outras vezes, saia de casa e ia à praça apenas para encontrar o casal de pombinhos tomando um sorvete no clima mais leve e romântico possível! O par cumpriu todos os clichês de namoro, ou seja, eles andavam de mãos dadas, iam ao cinema curtirem um filme e beijavam-se durante a sessão, o Pablo apresentou a Alice à sua família e vice-versa. Durante as conversas do casal onde eu estava presente, já se falava até em casamento. Ou pelo ao menos, ”em noivado”, segundo a Alice. Tudo estava às mil maravilhas, mas nem toda coisa boa dura para sempre.

 

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Certo dia, num clima chuvoso, meu amigo Pablo veio me visitar. Ele parecia preocupado e logo desabafou: ”O nosso namoro está às mil maravilhas, tudo muito bem. Mas a Alice me chamou a atenção para um detalhe: a vontade de curtir mais à vida, estudar em uma universidade, ter uma profissão e conhecer outras pessoas, viver outros amores”.

– Uau. – Respondi. – Mas e você, o que falou para com ela?

– Eu concordei. Também fiquei pensando muito no assunto… somos jovens e temos uma vida toda pela frente! Mas ao mesmo tempo fiquei chateado, pensando, será que eu não sou o suficiente para ela?

– Mas e você? Como eu posso dizer… você sente vontade de namorar com outras garotas?

– Para ser sincero, sim. Seria estranho a partir de agora, ficar com apenas e tão somente uma mulher para toda a vida. Mesmo esta mulher sendo alguém tão especial como a Alice. E somos realmente muito jovens, eu 22 e ela apenas 21 aninhos.

Compreendi totalmente o sentimento dos dois. Eu também não me imaginava casando jovem demais e ficando o resto da vida com uma pessoa apenas, sabendo que teria outras possibilidades amorosas e outras aventuras na vida para explorar, como outros amores, estudos e profissões para se pensar.

Alguns dias depois, cumpri a rotina que tanto me agradava, no período da tarde fui à praça da cidade e me sentei. Então vi Pablo correndo sozinho, sem Alice. Foi estranho, já que desde o início do namoro, eles sempre estavam juntos na praça. Pablo então se aproximou de mim e nos minutos seguintes, explicou a situação de seu relacionamento com Alice.

 

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Pablo me explicou nos mínimos detalhes como tinha sido a conversa dele com Alice.

– Quer conversar sobre aquele assunto?… Sem pressão, é claro! – Perguntou Pablo à Alice, depois que os dois se encontraram na praça.

– Sim, claro. Você pensou muito nisso? – Respondeu Alice, um pouco sem graça.

– Sim, acho que nós dois não é mesmo?

– É. Bem, então, o que você pensa?

– Quer saber? Por mais mais que possa doer, eu sou um cara mente aberta. Então, eu acho que esta possibilidade é realmente incrível. Nós nos separamos por um tempo, curtimos nossa vida, estudamos na universidade, namoramos outras pessoas e depois, daqui há alguns anos, se ainda quisermos, podemos voltar. E aí sim, em definitivo, com casamento, filhos e tudo mais.

– Nossa, que mente aberta esta sua, mas você não está falando da boca pra fora não né?

– Claro que não, estou falando sério. Porque não?

– É, por que não.

Depois desta conversa, eles ainda se despediram fazendo amor em uma mata próxima à cidade. Pablo me disse fizeram questão de uma ”despedida em grande estilo”.

– Então é isso mesmo? – Perguntei.

– Sim. Agora o tempo irá dizer como nossos sentimentos estarão daqui alguns anos.

 

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Por mais louca que tenha sido a decisão do casal, quem era eu para julgar. Até por que havia um certo sentido naquilo tudo. Se você for pensar bem, quantos jovens casais ao redor do mundo, não fazem juras de amor, mas traem um ao outro pelas costas. A garota apaixonada jura amor ao namorado, mas transa com o amigo. O rapaz se diz o homem mais sortudo do mundo, mas não resiste à vizinha da casa ao lado. Ambos são infiéis para ‘experimentarem’ um novo sabor, uma nova aventura. Pelo ao menos, meus amigos Pablo e Alice optaram por dizer a verdade, não mentiram, não esconderam seus sentimentos e desejos de explorar outras pessoas, outros amores… outros sabores!

 

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O tempo foi passando. Pablo ficou um tempo sem namorar, mas depois voltou a velha rotina de sempre e teve várias ‘ficantes’ com o passar dos meses, mas nada comparado ao relacionamento com Alice. Quanto à minha amiga, ela mudou-se pouco tempo depois. Foi estudar em uma grande universidade indicada pelo pai. Pablo ficou sabendo que ela namorava um rapaz do curso. ”Será que ela gosta dele do jeito que gostava de mim?” Perguntava e eu respondia ”Pode até gostar, mas duvido que ele seja tão incrível como você é meu amigo”.

Neste período de tempo, eu também namorei, mas como o objetivo desta narrativa é o romance entre Pablo e Alice, voltemos a eles.

Alice terminou a universidade e também o relacionamento com o namorado. Mas justamente no momento que ela voltava para à cidade, Pablo começava um romance sério com uma das garotas mais bonitas da região: Leila. A famosa nova moradora bonita. Uma loiraça recém-chegada à cidade. Alice me procurou para conversarmos e veio a clássica pergunta. ”Ele realmente gosta dela?” E eu respondei da forma mais sincera possível ”Gosta sim, mas não como gostava de você, querida”. Os dois se reencontraram, mas não foram para frente, levando em conta que Alice respeitava o namoro de Pablo com a nova garota.

Poucas semanas depois, Alice foi morar na cidade grande. Algum tempo depois, ela ficou noiva de um grande empresário local. Um momento bem marcante, foi quando Pablo e eu estávamos sentados à mesa da praça descansando após uma grande série de exercícios físicos e; alguns minutos depois, Alice apareceu de mãos dadas com o noivo: o empresário Arthur Caatinga. O par pareceu bem distraído e nem percebeu a nossa presença. Passados alguns dias, Pablo ficou sabendo que o casal já estava com o casamento marcado. Foi então que Pablo e Alice se reencontraram na praça, em um dos poucos momentos que ela estava sem o noivo ao lado:

– Olha, finalmente nos reencontramos! – Disse Pablo.

– Nossa, ei aí, tudo bem? – Alice, como sempre, muito simpática.

– Sim, melhor agora. Você está muito bem.

– Obrigada. E aí, como tem ido tudo? Fiquei sabendo que você está namorando a garota mais bonita da cidade?

– Pois é, depois que você saiu, ela ocupou a vaga da bonitona da região.

– Hahaha. Legal. Continua pegador hein?

– É. Acho que mantive minhas habilidades. – O tom de Pablo ficou mais sério e preocupado – Mas, vamos falar um pouco mais sério agora, podemos?

– Ah… sim… claro.

– Você realmente gosta dele? Desse Arthur? Você o ama?

– Claro que sim. Eu gosto muito dele. Ele é protetor, seguro de si, tem uma boa estabilidade financeira.

– Mas você o ama?

– Sim, eu o amo. Não de um jeito loucamente apaixonado, mas sim.

– Eu fico pensando, e se nós tivéssemos insistido com o namoro, deixado as coisas fluírem naturalmente, será que não teria sido melhor?

– É, eu também penso nisso, mas é difícil saber. Será que nós teríamos brigado em algum momento, ou quem sabe estaríamos bem até hoje.

– Justamente. – Pablo pensou um pouco e depois disparou – Vamos fazer uma loucura?

– O quê?

– Vamos terminar os nossos atuais namoros e depois, vamos voltar, vamos voltar com o nosso namoro novamente?

– Você está louco? É sério?

– Claro, por que não?

– Porque não é assim que funciona. Eu tenho toda uma vida planejada pela frente. O Arthur tem todo um investimento em uma nova empresa e quer que eu seja sócia dele.

– Besteira, isto é negócio. Eu estou falando de amor. Tudo que importa para você é negócios e dinheiro?

– Claro que não… olha acho melhor nós pararmos por aqui, eu tenho que ir.

– Me desculpe, eu me exaltei.

– Não tem problema. Eu tenho que ir. Tchau!

– Tchau.

Mesmo após Alice sair caminhando, os dois ainda ficaram trocando olhares por alguns segundos. Segundos angustiados!

 

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Pablo me contou tudo, toda a conversa nos mínimos detalhes. Eu fiquei sem palavras. Os dias que se seguiram não foram nada fáceis para o meu melhor amigo. Aí veio o casamento de Alice, e a situação piorou. Pablo ficou mais para baixo ainda. Leila tentava animá-lo, mas sem grande sucesso. O relacionamento deles basicamente era sexo e mais sexo. Nem uma grande amizade e grandes papos existia ali. No decorrer dos anos que se seguiram, Pablo tinha seus momentos alegres tratando-se de romances e flertes com as mulheres bonitas da região, mas nenhuma lembrava a era de ouro da praça e de Alice. Quanto ao grande amor da vida de meu amigo, Alice, parecia feliz e animada sendo esposa e também uma das proprietárias da empresa do marido rico.

 

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Conclusão

Ao olhar para trás, é impossível não sentir uma pequena angústia analisando a história de amor vivida por Alice e Pablo. Existe sim uma lógica em querer curtir a vida, estudar, sentir a liberdade da vida de solteiro, mas, se os dois se amavam tanto, por que não continuaram juntos? Se eles tivessem continuado o namoro, tenho certeza que desfrutariam de muitos anos felizes, mas claro, existia o risco evidente de um certo estresse. Mas isto, nunca iremos saber. Não quero ficar escolhendo lados, mas gostei mais da atitude do meu amigo Pablo: jogar tudo para o alto e voltar ao namoro como era antes. Mas Alice optou pela segurança de um relacionamento já estabilizado amorosa e financeiramente.

Mas estas angústias e mistérios é o que fazem do mundo do amor algo tão interessante de se pensar. Os encontros e desencontros; os pequenos namoros; as traições; as relações proibidas; o círculo de amizades; o ato sexual em lugares proibidos; os frutos – filhos – que um relacionamento amoroso pode trazer à vida do par.

E para desvendar os mistérios do amor, é que continuamos aqui, nesta luta diária, difícil e empolgante.

 

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Não consuma apenas Enlatados Americanos

ENLATADO AMERICANO

Eu amo e odeio os Estados Unidos.

Assim como o Japão – meu país favorito no mundo – todos os países tem seus defeitos e qualidades. Por exemplo, sabe-se que o Japão no inicio do século XX se meteu em guerras, disputas e ocupações que renderam más memórias aos chineses, coreanos, americanos e etc. Mas mesmo o Japão – para detalhar mais, o governo japonês – sendo uma nação com um passado não tão glorioso assim, eles tem que ser respeitados pela incrível cultura e enorme contribuição ao mundo, principalmente contribuição tecnológica. Os governantes dos Estados Unidos também já fizeram muita coisa errada, que despertou o ódio de várias pessoas, principalmente na parte política. Mas o país sempre teve duas grandes qualidades: A cultura e o pioneirismo. O País sempre investiu pesado no cinema, na televisão, teatro, literatura e foi o que mais investiu na internet, para se ter uma ideia, a maioria esmagadora dos sites famosos foram criados por Americanos nos Estados Unidos, como o YouTube, o Facebook, o Twitter e o site mais acessado do mundo inteiro: O Google.

Apesar de todo país ter sua industria própria de filmes, os longas dos Estados Unidos sempre foram os mais vistos e comentados no mundo inteiro, tendo também a premiação mais popular da sétima arte: Os Oscars. Na televisão, a partir da década de 50 os EUA não só foram pioneiros como dominaram o meio se tornando o maior exportador de séries do planeta. A maioria das séries tinham dois formatos clássicos que se tornariam o padrão da tv americana: As comédias de 20 minutos e os dramas de 40 minutos. As séries humorísticas retratavam situações do dia a dia, amizades, problemas familiares e relacionamentos – Algumas produções investiam em uma narrativa super-romântica para agradar também, ao público feminino. Já os shows de drama em sua maioria eram de cunho policial com o já clássico ”caso da semana” com um detetive ou policial ”Bad-Ass” resolvendo o mistério e prendendo o criminoso. Outro gênero incrivelmente popular no inicio da televisão norte-americana era o de Western – Faroeste no Brasil – que já tinha grande popularidade devido aos clássicos do cinema em sua maioria estrelados por John Wayne, um dos atores mais famosos da era de ouro de Hollywood.

No Brasil, as séries americanas sempre tiveram vez na tv aberta, mas havia também um equilíbrio de exibição com as produções japonesas como os animes (Saint Seiya) e tokusatsus (Jaspion) e mais tarde com produções mexicanas como o seriado El Chavo Del Ocho e as tradicionais telenovelas latinas. Agora o problema mesmo foi com a famosa ”Tv a Cabo”. A maioria dos canais por assinatura no Brasil eram originais dos Estados Unidos e exibiam apenas as séries que já estavam sendo exibidas em seu país de origem. O mesmo com os filmes e com os documentários. Foi a era de ouro de seriados como Friends e Seinfeld, dentre outros. Então se popularizou o termo Enlatado Americano, que era como esta séries clichês de drama e comédia – exibidas à massa brasileira e mundial – eram chamadas. Os filmes transmitidos na tv por assinatura e na tv aberta, eram americanos em sua maioria esmagadora: Os tradicionais filmes de entretenimento de Hollywood. E os documentários, também, todos americanos. O povo era condenado a assistir apenas conteúdo de um país apenas. Talvez seja por isto, que até os dias de hoje existam tantos brasileiros iludidos que acham que os EUA é o paraíso na terra, e sonham em se mudar para lá, se esquecendo que existem outros países com falantes nativos da língua inglesa, como Canadá e Austrália, que possuem uma qualidade de vida muito superior à dos Estados Unidos.

Apenas recentemente, com a internet, que eu – um consumidor em massa de enlatados americanos – percebi que tinha algo errado com tudo isso. Pense bem: Em um mundo com mais de 190 países, qual a logica de ficar consumindo apenas produtos de uma única nação? A ascensão dos fansubs me ajudaram e muito. Comecei a assistir as séries japonesas de super-heróis – Programas conhecidos popularmente como Séries Tokusatsu – e ao ver o estilo diferente e bem mais agradável de se fazer shows de tv dos japas, que minha mentalidade mudou. De repente, em minha consciência, comecei a refletir e percebi o que estava faltando em minha vida: Consumir cultura pop de outros países. Seja séries, filmes, livros, música e etc. Moramos em um mundo enorme, e sem nenhuma razão, vamos ficar dependentes apenas de um país? País este que de vez em quando, nem é tão bom assim em vários assuntos importantes.

Comecei a procurar novas alternativas de séries pela internet, e além de relembrar as novelas brasileiras e mexicanas, descobri os chamados DORAMAS, que nada mais são que séries asiáticas, mais especificamente de três países: Japão (J-Drama), China (CH-Drama) e a grande potência em se tratando deste assunto em específico, a Coreia do Sul (K-Drama). Na música eu já flertava com o Reino Unido, mas descobri que Canadá, Austrália e Nova Zelândia são outros ótimos países com música de alto nível em língua inglesa. Também já admirava a música sueca e conhecia um pouco da música grega. Também passei a ouvir com mais frequência, a nossa rica música brasileira. Mas a consolidação mesmo venho recentemente com o K-Pop, ou seja, a música pop popular Sul-Coreana, que tem como principal força os chamados M/V, os vídeo clipes como são popularmente conhecidos aqui no Brasil.

E no universo dos filmes, eu me interessei mais pela França e os filmes europeus em geral até finalmente conhecer o cinema indiano aka Bollywood. A Industria cinematográfica da Índia conseguiu criar uma identidade própria ao longo dos anos, fazendo filmes com longa duração, recheados de ação, suspense, romance e muita música, com os tradicionais números musicais durante o filme: Quando os personagens param tudo o que estão fazendo para dançar, pular e cantar, sempre embalados pelas mais belas canções que o país com mais de 1 bilhão de habitantes consegue produzir com louvor. Para completar, me apaixonei definitivamente pelo cinema asiático em geral, com destaques para o cinema Chinês, Japonês e Sul-Coreano.

Quanto à literatura, eu sempre li livros de todo o mundo, incluindo os autores americanos. Como os Estados Unidos é um país forte em cultura em geral, na parte da prosa não seria diferente. Mas quanto ao universo literário, sempre fui eclético e procurei ler vários autores, de diferentes nacionalidades.

Nos últimos meses, ao olhar para a cultura americana em geral, vi que o pessoal daquele país é acostumado a coisas secas demais, rápidas, sem muita arte. Explico: A trilha sonora das séries é sem graça, as músicas não tem tanto capricho, os filmes são genéricos, iguais, repetitivos e etc. Tudo é feito as pressas, com muito apelo comercial e pouca criatividade artística na maioria das vezes. Em meu ponto de vista, apenas a literatura da nação continua intacta e não decadente. Pensando agora e fazendo uma extensa reflexão bem no fundo de minha consciência, fico muito feliz em perceber que eu acertei em cheio ao diminuir assustadoramente a quantidade de cultura americana que eu botava em minha vida. Existe um mundo inteiro para se explorar, seja nos filmes, séries, músicas e livros, e eu não vou ficar aqui perdendo o meu tempo e me tornando ignorante consumindo somente a cultura de um único País. País este que nem sequer é o melhor do mundo para produzir o conteúdo que eu mais aprecio.

Liberte-se também e pare de consumir apenas Enlatados Americanos!

 

 

 

 

Conhecendo Melhor o Mundo

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Há pouco tempo atrás eu queria ser inteligente, esperto, atento as coisas do mundo. Para isso eu procurei assistir o maior número possível de filmes e séries, ouvir os mais diferentes tipos de artistas musicais e finalmente passei a ler livros, muitos livros.

Recentemente, parando para pensar, eu percebi que estava me focando muito no entretenimento e pouco no CONHECIMENTO. Fiquei viciado em ler livros, principalmente romances gigantescos e com gêneros e personagens fantasiosos demais, leves e com pouco conteúdo. Mas pouco a pouco eu fui percebendo que eu queria mais, queria conhecer mais sobre o mundo real, e vi que não era naquelas histórias de fantasia que eu iria conseguir o que procurava.

Passando a assistir vídeos, documentários e notícias sobre o mundo, a política e os grandes acontecimentos e mistérios mundiais, vi que estava faltando algo a mais para aumentar o meu conhecimento – a minha educação pessoal – e então ficou claro o que era: A leitura de livros. Melhor: A leitura de grandes livros publicados que não fossem apenas ficção rasa e juvenil.

Os livros continuam sendo a grande fonte de conhecimento da humanidade. Passei a procurar livros que fossem deixar uma mensagem, uma reflexão mais séria, um conhecimento a mais quando eu termina-se a leitura.

Com a Filosofia você aprende a questionar a existência das pessoas e do mundo, o propósito das coisas, o sentido da vida de diferentes e fascinantes perspectivas. Com a Geografia você aprende onde se localiza os lugares mais fascinantes e importantes da Terra. E com os livros de História você viaja no tempo e descobre as principais figuras que moldaram a humanidade, os acontecimentos que formaram o mundo como ele é hoje.

Por último, mas não menos importante, me veio o prazer de uma escrita bem feita, de uma gramática perfeita, da prosa, da poesia, das letras, das palavras. O som de cada frase, as rimas, a poesia do mais simples texto. Seja em um artigo, um poema, um conto, uma reportagem séria/jornalistica, uma matéria de entretenimento, ou, o já clássico romance de ficção. A língua portuguesa é fascinante, descobrir grandes escritores e tentar escrever melhor a cada dia foi uma motivação final e definitiva para finalmente eu me jogar de vez no universo infinito dos livros de não-ficção.

Não vou abandonar os romances de fantasia, terror, ficção científica e etc. Mas a partir de agora eu sei quais são os livros DE VERDADE que me deixarão ainda mais sábio a cada dia!