A Geração Nutella

Artigos

 

Teens-using-smartphone-1024x500

 

Meu ano de 2018 foi marcado por uma grande mudança no jeito em que eu encaro a leitura de livros. Eu parei de dar atenção apenas aos livros de ficção e passei a me importar também com os livros de não ficção. E rapidamente descobri minha categoria predileta: os livros que contam a história do mundo! E ao me aprofundar na história dos nossos antepassados, percebi o quanto as pessoas sofriam. A falta de conhecimento na medicina, no jeito de conduzir os negócios; a falta de comida, os cuidados com a higiene e uma série de outras coisas importantíssimas para a população de hoje em dia.

Eles tiveram que se esforçar para criar remédios, a energia elétrica, o telefone, os automóveis, navios, aviões, roupas, papel e etc. Houveram inúmeras batalhas contra grandes tiranos; jovens indo morrer na guerra pela liberdade de seu país. E também a fome com a grande limitação de alimentos disponíveis. Mas o com passar dos séculos, e com o esforço de milhões de grandes pessoas, várias invenções e descobertas possibilitaram um conforto bem maior para a atual geração. Hoje temos um tipo de remédio para cada sintoma e mal estar, tratamentos médicos eficientes para cada doença; no mundo atual se encontra todos os tipos de comidas, das mais exóticas às mais deliciosas possíveis; energia elétrica em praticamente todas as cidades; smartphone e internet, possibilitando para cada pessoa um mundo de possibilidades, informações e contato com milhões de pessoas diferentes. As pessoas não saem mais para buscar o mundo, é o mundo, que chega até elas.

Tanto conforto e facilidade, acabou criando uma geração inteira de pessoas frescas, por assim dizer… E eu me incluo, em partes, entre elas. Tudo já está pronto, basta consumir. O cidadão quer uma comida deliciosa e exótica? Ele vai a um restaurante ou compra para consumir em sua casa. Quer uma roupa? Ele compra em qualquer loja, no modelo que quiser, tamanho, cores etc. Quer ser informar do que está acontecendo? Ele tem televisão, internet, jornais. Quer um produto que não tenha no País? Sem problemas, ele encomenda na internet e dias depois o produto viaja o mundo e chega em suas mãos no conforto do lar. As pessoas não precisam fazer mais nada, cada vez mais, tudo chega com facilidade às mãos do povo. Não há esforço algum.

Outro fator interessante de se notar nos dias de hoje, são os relacionamentos amorosos. Já não bastasse a preocupação sobre apenas se relacionar e namorar e ter ficantes – preocupação esta que até eu acabo tendo – agora existem também app/sites sobre relacionamentos. Ou seja, a pessoa pode conhecer um pretendente online e marcar um encontro. Confesso que nunca tive sorte com estes sites de relacionamentos. Agora eu questiono, se encontrar pessoas online e marcar encontros com alguém desconhecido, não for ”geração nutella”, o que mais é então?

Outro fator que me incomoda é a dependência das pessoas ao redor do mundo para com a Netflix e os Estados Unidos. As pessoas desistiram de procurar conteúdo de qualidade, ao invés disso, consumem apenas os chatos e genéricos enlatados americanos. Me incomoda pensar que em um mundo com mais de 180 países, apenas um domine a mídia e a cultura. Isso tem que mudar. Embora seja difícil com esta geração fresca e preguiçosa.

Para finalizar, é incrível notar os já clássicos ”sad boys”, homens que ficam tristes e começam a desabafar e escrever textões nas redes sociais. Daí você se lembra dos jovens do passado, indo para à guerra lutar pela sua família e sua nação, e depois compara com estes jovens frescos que não fazem nada e ainda criam um drama, que na maioria das vezes, nem sequer existe.

Olhando para tudo o que ocorre do mundo atual, podemos dizer que vivemos sim em uma geração fresca, ou como já dito antes, uma GERAÇÃO NUTELLA. Se até quando isso irá durar, não podemos saber, mas será curioso acompanhar as novas transformações que o nosso planeta sofrerá de agora em diante!

 

 

 

 

Anúncios

A patética TV a Cabo

Artigos

tvcabo-2aae6f2fb1c3aeb0a532de2e72213657-1200x600

Os Estados Unidos foram os pioneiros na televisão mundial. Os americanos foram os primeiros a investir pesado em canais, shows de tv, atores e apresentadores, e também, foram os gigantes na fabricação em massa de televisores. Depois de vários anos com a tradicional ”tv aberta” os estadunidenses resolveram ampliar o negócio criando canais pagos, com cada canal tendo um conteúdo mais específico. Assim surgia a tão famosa TV A CABO! No inicio pouquíssimas pessoas tinham acesso ao serviço, mas pouco a pouco a televisão fechada foi ganhando mais popularidade.

Em pouco tempo, a maioria dos países no mundo, incluindo o Brasil, começaram a adotar a TV PAGA. E advinha de que país era a maioria avassaladora dos canais? Isso mesmo, dos Estados Unidos da América. Os canais tinham como programação básica: filmes, seriados e documentários. Programação básica que continua até os dias de hoje. No inicio era uma boa novidade, mas com o tempo foi perdendo a graça. Analisando friamente, fica bem estranho assistir a programação de apenas um país, em um mundo tão grande e com tantas possibilidades.

Vamos pensar: a graça da televisão não é viajar pela telinha e conhecer o mundo inteiro? Diferentes culturas? Diferentes pessoas e regiões? Pois bem, a partir do momento em que a televisão paga é dominada por canais norte-americanos e com uma programação pura e tão somente americana, como é possível viajar pelo mundo com apenas um único país contando tudo? Há os filmes dos Estados Unidos aka Hollywood, as séries genéricas americanas, os documentários e os tradicionais programas sobre saúde (a maioria expondo o grande problema de obesidade dos estadunidenses), além dos chamados Reality Shows.

No meu ponto de vista, isso tudo é doentio. Ficar assistindo apenas e tão somente os americanos fazendo ”americanices” é muito errado, para não dizer, estranho. Por que assistir apenas shows de um País apenas, sendo que poderíamos estar nos entretendo e aprendendo mais sobre o mundo inteiro, sobre diferentes culturas, assistindo séries, filmes, shows e documentários feitos por diferentes nações do mundo inteiro. Mas não, o Brasil e os outros países são ”reféns” da televisão norte-americana.

Uma solução simples

Eu já havia escrito um artigo sobre o fato de à internet ter nos libertado. E é esta mesma internet que acabou sendo a solução para quem encontra problemas seríssimos com a televisão por assinatura. Com à internet, podemos montar nossa própria programação, sem aquele sentimento de tudo ser feito por um país apenas. Podemos viajar pelo mundo através do cinema, assistir seriados do planeta inteiro, assistir documentários e vídeos sobre conhecimento pelos vários canais e sites ao redor da grande rede. Agora qualquer um pode assistir conteúdo do país e do estilo que mais lhe agrade a hora que quiser e do jeito que quiser. Não tendo mais que se conformar com somente os enlatados americanos sendo empurrados goela abaixo.

A televisão a cabo perdeu a graça, não tem mais sentido, e provavelmente agrada apenas àquelas pessoas preguiçosas que tem imensa preguiça de procurar conteúdo de qualidade através da internet e prefere esperar os programas toscos e genéricos dos americanos com um simples toque no controle remoto. Por favor, não seja uma dessas pessoas ignorantes e preguiçosas. Cresça. Evolua!

 

 

 

 

À internet nos libertou

Artigos

internet.png

É incrível notar como a rede mundial de computadores nos libertou do marasmo da tv aberta e tv a cabo e dos cinemas e vídeo-locadoras nojentos com apenas filmes recentes e enlatados americanos. Hoje se pode assistir filmes de qualquer país, fazer a maratona de um determinado tipo de filme, assistir a filmografia completa de um ator/atriz ou diretor. Você monta sua própria programação.

Em relação as séries é algo mágico também. Você escolhe a série que quiser e promove uma maratona podendo assistir o show completo em apenas alguns dias.

No mundo dos livros é fascinante. Você não é obrigado a pagar absurdos 50 ou 100 reais em um livro, você pode baixar de graça e ler a hora que quiser. Sem contar a chance de baixar livros em inglês ou outros idiomas e ler sem sair de casa ou ir àquele país para comprar o produto desejado.

Agora quanto ao mundo da música, o que dizer? Antes não existia graça nenhuma acompanhar música. Éramos obrigados a ouvir apenas o que as rádios tocavam, e com os anos 2000, o que se ouvia nas rádios voltadas ao público jovem era apenas aquelas músicas nojentas de pop e hip-hop estadunidenses. Com o acesso à internet, podemos ouvir música de verdade, baixar as discografias dos grandes artistas e montar a nossa própria discoteca. E não, eu não tenho vergonha de dizer que baixo de graça, por que se depender dessas empresas ambiciosas, estamos ferrados.

É por estas e outras, que vale a pena viver no mundo de hoje. Muito obrigado internet, por nos libertar e pela liberdade de escolher o que queremos ler, ver e ouvir.