Valorizando o Brasil

Artigos, Sociedade

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Em 2018, empolgado com o meu aprofundamento no estudo da gramática da língua portuguesa, eu decidi me tornar também um aspirante a poliglota, me concentrando no estudo de diversos idiomas populares como: o Inglês, o Espanhol, o Francês, o Italiano e até mesmo o Coreano e o Japonês, que são bem diferentes dos idiomas que utilizam o alfabeto latino. Desta maneira, comecei a assistir filmes e principalmente, a ler, seja em sites com artigos e notícias e também com livros no idioma em que eu estava estudando. Enquanto estava assistindo filmes, por exemplo, eu ficava pensando ”Por que o Brasil não é tão forte no universo cinematográfico, para eu poder investir nos filmes nacionais”. Muitas das vezes também ficava chateado, já que assistia filmes em Italiano e Francês, sem legendas, e não entendia praticamente nada, mesmo já bem avançado no estudo das duas línguas. Mesmo filmes e séries em inglês e espanhol, dois idiomas que eu estava mais avançado, me ofereciam vários obstáculos de compreensão. Na parte da leitura, quando fui ler livros literários em inglês e espanhol, também notei que meu nível ainda estava bem distante comparado a uma pessoa nativa. A cada página que eu lia, eu me frustrava ao descobrir várias palavras as quais eu não sabia o verdadeiro significado. Eu não sabia se continuava lendo, ou se ia procurar o significado da palavra em um dicionário.

Por isso, bem no finalzinho do ano, nos últimos dias, eu comecei uma reflexão sobre o quanto eu estava desprezando a nossa linda e maravilhosa língua portuguesa. Ao assistir apenas filmes produzidos fora do Brasil, por exemplo, eu me sentia distante da nossa terra, mesmo morando nela. Livros a mesma coisa. Senti falta de ler mais textos em meu idioma nativo, o português. Por isso decidi, que agora em 2019, investirei grande parte do meu tempo à cultura brasileira e também à portuguesa. E também irei valorizar muito Portugal, o nosso país irmão e formador da língua que todos nós falamos por aqui.

O que me deixou triste foi reparar o quanto o brasileiro não valoriza o Brasil na parte da cultura, preferindo sempre algo de fora. O mesmo com Portugal. O brasileiro, ao invés de aproveitar os recursos da internet e assistir a filmes e ler livros portugueses, prefere se empanturrar com os chatos e genéricos enlatados americanos de sempre. Por isso, quero que mais brasileiros pensem como eu, e que passem, de uma vez por todas, a valorizarem a cultura brasileira e a língua portuguesa. Abaixo eu mostro como eu pretendo, a partir de agora, investir o meu tempo na cultura em língua portuguesa.

 

Música

Em se tratando de música, eu, assim como a maioria dos brasileiros, sempre tive as canções cantadas em inglês, com artistas americanos e ingleses, como a referência maior. Uma novidade, foi que, no ano passado, os videoclipes de K-Pop, música popular sul-coreana, dominaram a minha vida. Então, a minha meta principal será a de ouvir às discografias dos artistas brasileiros que eu já acompanhava. E quanto aos videoclipes, pretendo assistir ao máximo de artistas nacionais que eu puder, focando mais na música atual, com ótimos vídeos sendo produzidos e usando o YouTube como plataforma divulgadora. Mesmo se as músicas não agradarem tanto, acho legal prestigiar a produção de videoclipes brasileiros, que com a audiência do YouTube, estão ficando cada vez mais bem produzidos. Afinal, não dependemos apenas da MTV ou de algum programinha qualquer de algum canal como antes. Ainda bem. Com o acesso à internet e com o YouTube, podemos assistir o clipe que quisermos em qualquer hora.

 

Livros

Quando me interessei por outra línguas, de cara me veio o prazer em ler em outros idiomas. E logo, quis ler livros em inglês e espanhol. Em inglês, percebi que já dominava o estilo coloquial, ou seja, os textos escritos com palavras de alta frequência. Mas ao ler romances mais adultos, pude perceber minha dificuldade com várias palavras mais complexas, as chamadas ”palavras de dicionário”. Já no espanhol, a experiência foi bastante agradável, por notar a semelhança entre o idioma e o português, até os apelidei de ”idiomas irmãos”. Mas eu também encontrava algumas dificuldades no espanhol. E ainda precisava aumentar muito o meu vocabulário e entender melhor a gramática da língua. Me arrisquei também a ler em italiano e francês. Mas fui cansando, porque eu deixava de sentir prazer pela leitura para procurar traduções de frases e palavras. Por isso a dica que dou para todos os brasileiros é: Leia mais a literatura escrita em português e se torne fera na gramática da nossa língua. Daí então, você se dedica com calma ao estudo de outros idiomas. Eu irei ler os clássicos da literatura brasileira e portuguesa, além é claro, de ler qualquer tipo de texto, seja em revistas, jornais ou sites de internet. Por que aí você se diverte, se informa e valoriza e treina ainda mais a língua escrita em português.

 

Filmes

Antes eu simplesmente desprezava o cinema nacional e nem me lembrava do cinema português. Ficava assistindo apenas a filmes de Hollywood e depois, quando evoluí um pouco, me esbaldava nas produções da Europa e da Ásia. Mas é estranho você ficar assistindo apenas filmes de lugares distantes, com culturas e pessoas bem diferentes. No inicio é divertido, mas depois vai se tornando algo cada vez mais esquisito e distante. O que me estressou também foi ficar assistindo muitos filmes legendados, ou sem legendas, mas não entendendo tudo, já que eu ainda estava em fase de aprendizagem de línguas como o inglês, o francês e o espanhol. Chegando ao final de 2018, senti uma saudade imensa de assistir filmes do Brasil. Afinal, ouvir e entender tudo, sem precisar de legendas, não tem preço. Ver as paisagens do Brasil, os bons atores, as belas mulheres, tudo com o jeitinho brasileiro de ser. Enfim, é impossível não se motivar a assistir aos filmes em língua portuguesa, seja os de Portugal e principalmente, os do nosso país. É claro que os filmes brasileiros e portugueses, não são tão grandiosos comparados aos de Hollywood, mas mesmo assim, é uma sensação única valorizar e assistir os filmes falados na língua portuguesa.

 

Sobre os Americanos

Uma coisa que eu aprendi com os americanos é a valorizar o seu próprio país. Mais especificamente, a cultura da nação. Os estadunidenses amam o seu país e assistem em sua maior parte do tempo, apenas a cultura produzida na própria nação. A maioria dos filmes assistidos por eles são produzidos no país, a mesma coisa com as séries. E sem dúvidas, a maioria dos livros lidos e das músicas escutadas são nacionais, ou seja, dos Estados Unidos. Então eu me pergunto, por que nós brasileiros não podemos fazer o mesmo? Os americanos também adoram assistir por exemplo, os filmes e as séries da Inglaterra, o país de origem do inglês, além de lerem os livros e ouvirem os grandes artistas da terra da rainha. E nós brasileiros podemos fazer o mesmo com os nossos irmãos de Portugal. Por que não assistir a filmes e séries portuguesas, ouvir as músicas e principalmente, aproveitar a riquíssima literatura portuguesa? Só temos a ganhar.

 

Esta revolução de pensamento começou a se engatilhar em minha mente há algum tempo atrás. Primeiro, eu queria parar a todo custo de consumir apenas a cultura norte-americana. Para isso, me refugiei na cultura asiática, europeia e latina. Mas depois de muito tempo, finalmente eu percebi o que estava faltando… procurar, investir e apreciar a cultura brasileira. O nosso povo, a nossa gente, a nossa história!

Não sei se minha opinião mudará, mas quero aproveitar cada instante deste meu novo vício… o de valorizar a cultura brasileira e a língua portuguesa.

 

 

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O porquê de os filmes ainda serem mais fascinantes do que as séries

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Com à internet, ficou muito fácil para qualquer pessoa escolher o seu meio favorito de entretenimento. E os filmes e as séries continuam sendo os prediletos da grande maioria dos cidadãos brasileiros. Até aí tudo bem, o problema é o que as pessoas assistem.

Nem todo mundo pode viajar pelo mundo, viver aventuras frequentes. Por isso, os filmes e as séries sempre foram um ótimo meio de escapar da realidade e de se aventurar por outros mundos e culturas, conhecer pessoas fascinantes e se apaixonar por grandes personagens e belas histórias.

Mas parece que o brasileiro se esqueceu de uma coisa: viajar pelo mundo e não apenas pelos Estados Unidos. O país da América do Norte simplesmente domina a tv e os cinemas brasileiros. A maioria esmagadora das séries e filmes consumidos pelos cidadãos do país é de origem estadunidense. Antes da internet era aceitável, as pessoas eram ‘’obrigadas’’ a assistir apenas aos enlatados americanos nos cinemas e na televisão, tanto na tv aberta quanto na tv fechada. Mas mesmo agora, com à internet, os brasileiros continuam aceitando os enlatados americanos serem empurrados goela abaixo, até escrevi um artigo sobre este assunto.

Com acesso à internet, um dos fatores mais interessantes é poder assistir filmes do mundo todo. Eu mesmo descobri recentemente o maravilhoso cinema indiano, e agora quero investir também no cinema espanhol, que cresce cada vez mais. Estou de olho também no cinema árabe e turco. É muito curioso notar as diferenças nos filmes, tanto na parte da fotografia, música, direção, estilo de atuação dos atores e etc.

Aí você começa a procurar por séries ao redor do mundo e infelizmente, não tem a mesma facilidade comparada à procura dos filmes. O mundo da tv é dominado pelos enlatados americanos – séries chatas e genéricas feitas sob medida para entreter pessoas preguiçosas que têm preguiça de procurar por algo diferente. A outra alternativa é o Japão, com seus populares animes. E fica nisso mesmo, EUA e Japão, Japão e EUA. Os outros países até que investem nas produções televisivas – com maior destaque para o Reino Unido e à Coreia do Sul – mas sem grande sucesso. É bem difícil achar uma série para baixar ou assistir online, principalmente se a série for longa e tiver muitas temporadas, e consequentemente, muitos episódios. Outro fato importante de se ressaltar é que com a popularidade absurda dos shows de tv, vários programas de qualidade questionável estão sendo produzidos ao redor do mundo. O que mais acontece com às pessoas atualmente é, iniciar uma série, e desistir após apenas alguns episódios vistos, tamanha a baixa qualidade do show. Ninguém vai querer passar várias horas assistindo algo que não lhe agrade. Já que nem todas as séries têm o alto nível de alguns fenômenos televisivos recentes.

Quando se fala em filmes + internet, aí sim temos um fenômeno fascinante. Os filmes estão disponíveis em todos os lugares. Desde os clássicos sites para download, até filmes online em serviços pagos como a Netflix e sites gratuitos como o mega popular YouTube. E com a sétima arte sim, podemos viajar pelo mundo inteiro. Filmes de todas as partes, da América à Europa, da Europa à Ásia, passando também pela África e sem se esquecer da Oceania. Em ambos os continentes, longas famosos são produzidos e vários países conseguem montar sua própria, ainda que modesta, Hollywood! Diferentemente das séries, uma pessoa não irá desistir de um filme chato de apenas noventa minutos. Sem contar a facilidade para encontrar filmes em sites de recomendações e listas especificando o estilo exato de longa que o usuário procura. Você pode procurar um filme com um ator talentoso, uma atriz bonita, um filme de terror para assistir à noite com à namorada, um filme indiano ou quem sabe europeu, um road movie ou até mesmo uma típica e clichê comédia-romântica.

Por estes e outros motivos, o cinema segue sendo a melhor e mais divertida forma de entretenimento. A mais fácil, que não irá te deixar ignorante e que não consumirá muito tempo de sua vida!

 

 

 

 

 

 

Filmes de Super-Heróis: Eu não os suporto mais!

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Vivemos em um momento da cultura pop em que os super-heróis, principalmente os filmes de super-heróis, estão no mais alto nível de popularidade. E o sucesso das produções parece aumentar cada vez mais com o passar do tempo. Mas o meu interesse diminui a passos largos para este tipo de produção cinematográfica.

O conceito de super-herói é o básico: Uma pessoa cansada de ver o sofrimento dos inocentes, se lança no combate ao crime, derrotando os vilões e salvando a vida dos mais oprimidos. Geralmente o herói tem um super poder ou alguma habilidade especial, daí o termo ‘Super’. E claro, esconde sua real identidade, usando um uniforme personalizado.

O primeiro país a investir pesado neste conceito de histórias – Os Super-Heróis – foi os Estados Unidos da América.

O primeiro país a investir pesado neste conceito de histórias foi os Estados Unidos da América. Na década de 1930 do século 20, os personagens Clark Kent/Superman e Bruce Wayne/Batman foram criados e apareceram pela primeira vez nas histórias em quadrinho. Nos anos seguintes, o gênero se popularizou e se consolidou formando um público fiel, não apenas na América, mas em todo o mundo. Duas grandes editoras se destacaram desde o inicio, a Marvel e a Dc.

Dos quadrinhos para o cinema

A primeira grande produção para o cinema baseada em um personagem popular dos quadrinhos foi Superman, de 1978. Na década de 80 o popular cineasta Tim Burton rodou Batman, que se tornou um grande sucesso. Mas o gênero não conseguia ter uma sequência de grandes sucessos – um dos principais motivos apontados por todos para não haver tantas adaptações, era o orçamento e a tecnologia absurda que iria ser preciso para levar aquelas histórias fantásticas para à tela grande. Foi apenas nos anos 2000 que os super-heróis ganharam de vez às telas de cinema. X-Men de Bryan Singer fez um relativo sucesso, mas foi com Spider-Man de Sam Raimi, filme lançado em 2002, que o gênero conheceu seu primeiro fenômeno de bilheteria. A DC tentou emplacar um fracassado Superman, mas viu um grande sucesso de público e crítica com a aclamada trilogia The Dark Knight, de Christopher Nolan. Já a Marvel entrou de cabeça na produção de filmes de super-heróis com o lançamento de Iron Man. O sucesso do filme impulsionou a gigante dos quadrinhos a adaptar um universo inteiro de heróis para o cinema. Tendo como auge, os filmes chamados The Avengers, quando os principais heróis da editora, juntam-se para o bem comum de salvar o planeta. A DC entrou na onda e aos trancos e barrancos vai conseguindo construir seu universo cinematográfico, tendo como maior êxito até o momento, Wonder Woman, de 2017.

Problemas, problemas e mais problemas

Primeiro Problema

Confesso que sou um pouco romântico e tradicional em se tratando dos personagens. Explico: não gosto de ver um personagem marcante sendo interpretado por vários atores diferentes. Imagine um personagem inesquecível de um filme que você ame. Agora imagine outro ator, muita das vezes sem carisma algum, o interpretando. Não dá. A mesma coisa acontece no universo dos heróis. Tivemos recentemente o personagem Peter Parker sendo interpretado por três atores diferentes. E o mais absurdo foi o que ocorreu na década de 90: Em um período de 5 anos, tivemos de forma constrangedora, 3 atores interpretando o personagem Bruce Wayne, o Batman. Os filmes estavam dando dinheiro, o ator não queria mais interpretar o personagem e o estúdio preferia rebaixar o nível artístico e intelectual dos longas, para faturar. Saia a qualidade e entrava a fome cega pelo dinheiro.

Segundo Problema

Nos filmes de heróis existe muita maldade por parte dos vilões. Por isso, é normal os estúdios adicionarem as piadas para dar um pouco de leveza ao longa. O problema é o exagero. Em filmes recentes como The Avengers e Justice League, podemos notar piadas desnecessárias em plena batalha final. Isso é um absurdo. E vai chegando a um ponto em que todas as piadinhas e momentos engraçados vão ficando genéricos e extremamente forçados. Tudo chato e previsível. Os filmes da DC por exemplo, estavam sendo elogiados pelo tom mais sério que vinham adotando, mas advinha? Em Justice League eles se atreveram a botar mais piadinhas que o usual. O resultado? Algo totalmente embaraçoso e constrangedor!

Terceiro Problema

Ao começar a relembrar os super-heróis japoneses com as séries Tokusatsu e também o saudoso El Chapulín Colorado, o herói humorístico mexicano, vi que o estilo americano não me agradava tanto. A trilha sonora é chata e genérica, as piadinhas não tem graça alguma e são fora de hora… e claro, os inúmeros atores diferentes interpretando a mesma porcaria de personagem. Você vê que o problema não é apenas o gênero, mas também o país que o produz.

Temos que admitir, qualquer país que começar a produzir em excesso um determinado sub-gênero de filmes, correrá o sério risco de cair no lugar comum, com obras genéricas, com baixo valor artístico e com o intuito apenas de rodar longas comerciais e sem muita qualidade!

Conclusões Finais

Com bilheterias grandiosas, os filmes de super-heróis não irão perder a popularidade tão cedo assim. Mas não importa, o gênero desde já, 2018, está incrivelmente saturado, chato, desgastado e sem folego artístico. E como os fãs não conseguem ver um passo à sua frente em se tratando de críticas aos seus ídolos/heróis, fica difícil dialogar. Quanto aos inúmeros problemas, como iremos resolvê-los? Nós não, os estúdios. E a resposta é simples: os grandes estúdios que produzem filmes de super-heróis não irão fazer absolutamente nada! Enquanto estiverem ganhando muito dinheiro, os produtores gananciosos continuaram fazendo filmes genéricos, com piadinhas sem graça e com vários atores diferentes, um pior que o outro, interpretando o mesmo personagem, em um ciclo infinito de pura imbecilidade coletiva!