Pessoas que têm políticos de estimação!

Artigos, Política

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Com a imensa rivalidade entre Bolsonaro e o PT, acabei notei um fato bem curioso nestas eleições que ocorreram em 2018: quando alguém defendia o Bolsonaro, alguém contrário ao ex capitão do exercito aparecia xingando: ”Seu fascista; apoiador de ditaduras; torturador”. E se alguém defendia o Partido dos Trabalhadores, um bolsonarista dizia: ”Seu comunista; defensor de presidiário; ele será mais um poste”. Fiquei sabendo que durante as eleições, amizades foram desfeitas, ou até mesmo, parentes deixaram de se falar.

E existem ainda aqueles que têm políticos de estimação. Alguns é claro, são pagos para fazer campanha. Mas outros, de graça mesmo, saem com adesivos nos carros ou nas motos, fazendo campanha gratuitamente durante o período chamado popularmente de ”festa da democracia”.

E tudo isto para quê? Para políticos que irão, junto do estado, sugar até o último centavo de impostos, irão mandar em nossas vidas e ainda por cima, serão corruptos em sua grande maioria ou farão muita e muita besteira com o nosso dinheiro. Então não, eu jamais irei apoiar a política e o estado, ou irei ter políticos de estimação e muito menos vou brigar com a minha família e com os meus amigos por causa de milionários engravatados que irão mandar em nossas vidas pelos próximos anos. Não, isso não.

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Viva a Variedade de Músicas!

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Há uns tempos atrás, qualquer música internacional que fizesse sucesso no Brasil, era cantada em inglês. Raramente uma música de outro idioma, como espanhol ou francês, fazia sucesso por estas bandas. A base das rádios brasileiras era: sucessos nacionais e sucessos cantados na língua inglesa de países como o Reino Unido, Estados Unidos e alguns hits do Canadá e Austrália. Ou seja, tirando as músicas brazucas, todas as outras eram cantadas em inglês. Claro, estamos falando dos Estados Unidos, que além de ser o país mais popular, tinha desde a década de 50 com Elvis Presley, uma fortíssima indústria musical. E o Reino Unido que despontou na década de 60 com nomes como: The Beatles, The Rolling Stones, Pink Floyd, Led Zeppelin, Black Sabbath, Queen; isto só para citar alguns artistas. O sucesso da música cantada em inglês era tanto, que até artistas de outros países cantavam em inglês. Foi assim com os suecos do ABBA, os noruegueses do A-ha, com o grego Demis Roussos e tantos outros. Até no Brasil tínhamos os nossos exemplos: Pholhas, Dave McLean, dentre outros.

Mas nesta atual década, com a ascensão da internet, as coisas começaram a mudar. Primeiro, tivemos a explosão da música popular sul-coreana: o K-Pop. E pouco depois, a música latina mostrava as caras com: o Reggaeton. O K-Pop tem uma pegada mais dançante, com músicas bem para cima. Algumas música por outro lado, tem um estilo mais romântico e artístico, lembrando até as músicas de abertura de animes. Outra característica marcante dos sul-coreanos são os videoclipes, ou simplesmente, MVs. Se destacam, porque, além da produção caprichada, os vídeos apostam em cores marcantes e também mostram os integrantes do grupo em questão dançando e cantando o tempo todo, lembrando os filmes musicais. Diferente daqueles clipes chatos, onde a banda fica com preguiça de aparecer e o clipe acaba sendo uma chatice sem tamanho com atores aparecendo em um vídeo totalmente tosco e não chamativo. Já as músicas de Reggaeton, mantém a animação do K-Pop, mas com uma pegada bem mais brega, lembrando até os horríveis Sertanejo Universitário e Funk Carioca. Quantos aos videoclipes, além da bela produção, há outro tipo de aposta: as mulheres, que assim como nos vídeos de funk do Brasil, aparecem seminuas e dançando sensualmente. Além destes gêneros já citados, vale destacar também os clipes dos musicais de Bollywood. Muitas das vezes o clipe que é lançado no YouTube, nada mais é, que um trecho de um número musical apresentado no próprio filme em questão. Assim, há a divulgação da música e do filme ao mesmo tempo.

Independentemente da qualidade da música ou do gosto musical da cada um, o fato é que temos que comemorar a enorme diversidade de músicas atualmente; diversidade esta, alcançada graças à internet! Lembro-me que algum tempo atrás, na programação da decadente Jovem Pan Fm, eles só tocavam músicas nacionais e músicas norte-americanas de hip hop e dance. Tem coisa mais nojenta que uma rádio tocar apenas músicas de um país, e ainda por cima, a ”parte ruim” dela? Por isso, eu fico muito feliz com o enorme sucesso de músicas em outras línguas que não sejam o inglês. E a tendência para o futuro é a de melhorar ainda mais.

 

 

 

 

Pessoas Que Dependem de Festas e Baladas

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A pessoa está lá, sentada, descansando em sua casa. E de repente, vem aquela angústia por estar solteira, sozinha, precisando de amor e carinho. E logo chega a vontade de namorar, de beijar na boca. Logo, começa o questionamento: ”Como eu faço?”, e na maioria das vezes, o que vem na mente é a ida às tradicionais festas e baladas. Mesmo sendo clichê, esta é a mais pura realidade.

Existe esta cultura na cabeça do brasileiro, principalmente na cabeça das mulheres, que o único local possível para conseguir beijo na boca e pegação fácil, é nos bares e baladas da cidade. Para a mulher, é bem mais pratico, ela se arruma, fica toda ”cheirosa e estilosa”, e vai às festas noturnas: podendo ser um evento exclusivo daquela noite, um show, um bar, danceterias e etc. Chegando ao local, basta ela escolher um rapaz, se aproximar e conseguir o que deseja. Para os homens, é diferente. O sujeito chega no local e tenta a sorte com inúmeras mulheres atraentes, podendo levar vários foras. ”Balada é o bordel, versão feminina. Elas só tem que escolher o tipo que desejam, entre dezenas de opções”, disse certa vez um usuário pela grande rede.

Eu acho que tudo isto é uma grande bobagem. Ao invés de ir para à noite, e se arriscar até a se meter em uma confusão, sofrer um acidente por estar bêbado, ou até mesmo perder a vida em um local não seguro – boate Kiss que o diga – por que não tentar a sorte durante o dia mesmo? Não custa nada para uma pessoa, aproximar-se de alguém nas ruas, no supermercado, na praça e puxar um assunto qualquer. Papear, bater um papo leve e simples, mesmo que seja rapidamente. E se der química, quem sabe não haja uma deliciosa troca de números e emails? Isso sem falar no círculo de amizades. Você pode se tornar amigo da vizinhança que te cerca e assim, ter amigos e também pode encontrar uma namorada ou namorado através dessas amizades. Deixar para conseguir um beijo na boca ou um novo namoro apenas para às festas noturnas, e desprezar o dia, é um pensamento bem limitado, imbecil e nada animador. Então vamos mudar esta ideia!

 

A Luta Contra o Peso

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Joel-Almeida

 

Quando vou às ruas de minha cidade, para praticar atividades físicas, noto um fenômeno comum que vem crescendo cada vez mais no país: a obesidade. Ao caminhar pelos bairros, reparo em cidadãos de todos os tipos: crianças; adolescentes; mulheres e principalmente, homens bem acima do peso. E não é apenas aquela famosa barriguinha de cerveja, em muitos casos, a pessoa já está em um nível bem avançado de obesidade.

Por incrível que pareça, a população acima do peso no país é formada em grande parte por cidadãos de classes média baixa e baixa. Penso que o principal fator é a falta de cuidados com o próprio corpo. Muitos trabalham duro, e quando recebem seu salário no final do mês, não resistem às delícias da cozinha. Acabam exagerando e consumindo toda a comida comprada em um curto período de tempo. E como sabemos, em muitos dos casos, as comidas consumidas por pessoas obesas são geralmente industrializadas, ou até mesmo, os famosos fast-foods. Em pouquíssimos casos, ocorre a preocupação sobre o que se está comendo, e em como balancear os alimentos do dia a dia, com comidas naturais também, como frutas e legumes.

O que falta para muitos é o foco nos exercícios físicos. Claro que todos nós sabemos que o brasileiro trabalha muito, e sobra pouco tempo. Mas é possível sim, dedicar-se a qualquer tipo de atividade esportiva regularmente. Seja passeando com o cachorro de estimação ou até mesmo, indo para o trabalho a pé, caso este não seja muito longe da casa da pessoa. Ao cuidar da alimentação e praticar qualquer tipo de atividade física, a pessoa garantirá não apenas um estado de saúde melhor, mas também, um corpo mais bonito e saudável. E assim caminhará a humanidade com muito mais saúde.

Os Vários Gêneros Literários no Mundo dos Livros

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Quando eu comecei a ler livros com frequência, escolhi a ficção como o meu ponto de partida. O meu porto seguro no mundo da literatura. E no inicio, ainda adolescente, preferia as histórias simples, retas, lisas. A única coisa que me importava era a história, a saga dos personagens dentro do mundo particular criado pelo autor que eu estivesse apreciando naquele momento.

Passados muitos anos como um leitor assíduo, ao me deparar com o romance Gabriela, Cravo e Canela, do mestre Jorge Amado, é que me veio o interesse pela prosa, pela poesia, pelo ”jogo das palavras”, por como uma história é contada. História esta, que dependendo da criatividade e da habilidade artística do escritor em questão, fica muito mais saborosa de se ler. Anteriormente à experiência com Jorge Amado, já havia notado o jeitinho particular que outro latino-americano escrevia: o grande escritor colombiano Gabriel García Marquez. Mas faltava alguma coisa, algo a mais, e eu finalmente descobri o que era no inicio deste ano: faltava o meu interesse pela gramática da língua portuguesa. Afinal, um dos prazeres de se ler um texto jornalístico ou literário, é o de notar que a escrita está correta, a ortografia perfeita, a concordância, o uso correto e no momento certo da cada palavra.

Antes disso – de me interessar pela prosa do texto e pela perfeita gramática – eu achava uma chatice sem tamanho ler os apelidados ”livros adultos”, narrações onde muitas das vezes não existia uma história forte e sim um grande jogo de palavras. Um cruzamento maravilhoso que homenageava a arte que pode ser a língua portuguesa. Eu procurava apenas uma narração com história e ritmo alucinante, para saciar a minha vontade por uma nova aventura, portanto, histórias mais maduras e que valorizavam mais a poesia, a beleza das palavras, eram facilmente descartadas por mim. Mas agora, depois de muita reflexão e de perceber, de forma definitiva, que o que conta em um bom livro são as palavras, e não apenas a história, é que eu me empolguei ainda mais com a arte que pode ser um livro, um bom romance. ”É o jeito que é contada a história, e não apenas a história”.

Vamos agora analisar alguns dos estilos clássicos de Romance, na história da literatura:

História de Vida

Este talvez seja o estilo de romance que mais me fascinou nos meus primeiros anos como um leitor. É a famosa história simples de um personagem e daqueles que o cercam. Neste tipo de romance, acompanhamos a evolução do personagem através dos anos, com foco nos principais acontecimentos da sua vida e de seus familiares e amigos mais próximos. No livro, podem existir diversos personagens, sendo distribuídos em núcleos: os parentes, os amigos, os vizinhos, os inimigos do protagonista e etc. Este estilo de narrativa também é marcada pelos chamados ”arcos” de história, que são as etapas mais importantes da história, as principais fases da trama. Este estilo de narração em prosa, continua sendo, talvez, até os dias de hoje, a base do romance moderno.

Romance Policial

Ao se falar de literatura, é sempre bom citar um de seus gêneros mais famosos e celebrados, o romance policial. O estilo de história ganhou extrema popularidade com o personagem Sherlock Holmes, criado por Arthur Conan Doyle no século 19. As histórias do detetive Holmes foram um marco na história da literatura criminal. No século 20, eis que surge Agatha Christie, com famosos personagens, como o detetive belga Hercule Poirot e a idosa detetive amadora Miss Marple. Depois de Christie, o gênero se consolidou de forma definitiva. O romance policial tem como característica principal, um crime, que geralmente ocorre nas primeiras páginas do livro, sendo então que, um detetive é chamado à cena do crime e começa a investigação para descobrir os motivos do assassinato (ou roubo), e a trama vai se estendendo com muito mistério e suspense, até a resolução final, nas últimas páginas do romance.

Sagas de Fantasia

Na década de 50 do século passado, o escritor J.R.R. Tolkien lançava uma trilogia de livros de fantasia chamada O Senhor dos Anéis. Instantaneamente os livros se tornaram clássicos da literatura mundial. A história agradou não apenas ao jovens, mas a todos, de crianças a idosos; de 8 a 80. Já no final do século 20, a escritora britânica J.K. Rowling lançava o primeiro dos sete livros de Harry Potter. Com o sucesso estrondoso, a cada livro, a série do bruxinho ia se tornando cada vez mais e mais popular entre os leitores ao redor do mundo. E finalmente, mais de meio século após a obra de Tolkien, é que as chamadas ”Séries de Livros de Fantasia” ou simplesmente, ”Sagas de Fantasia”, se tornariam um verdadeiro fenômeno editorial. Fenômeno este, que continuará por muitos e muitos anos.

Chick Lit

Mas e as mulheres, como elas ficam? Nada de histórias românticas, com direito a príncipes encantados? Pois é, assim como nos filmes, nos livros existem sim as famosas histórias de amor. Os primeiros livros sobre o tema a ganhar uma grande popularidade, foram os de Jane Austen, ainda no século 19. O gênero permaneceu popular, e nos anos recentes, com a popularização das chamadas ”séries de livros”, é que o embalo definitivo ocorreu. Pois agora, você pode acompanhar uma história de amor em vários livros diferentes, formando uma história grandiosa, com direito ao suspense no final de cada  parte, deixando a dúvida de como irá terminar a história de amor em questão. O sucesso estrondoso da série Cinquenta Tons de Cinza, é prova viva do recente êxito deste estilo de narrativa literária. O gênero ”Chick Lit”, como é popularmente conhecido, está no auge, e a julgar pelos sucessos editoriais recentes, se manterá no topo por muito tempo.

O Romance Reflexivo

A narrativa mais adulta, com uma prosa mais elaborada, complexa e poética, é justamente a que mais assusta e afasta os jovens leitores, acostumados com histórias rápidas e simples. O romance adulto, conhecido também como ”Ficção Literária”, é o mais reflexivo e intenso. Em muitos livros, até existe uma história, mas a história não avança. Dentro do mundo criado através das letras, ocorrem as mais profundas reflexões; os sentimentos; os medos; as angústias; os desejos e as alegrias dos personagens. Em muitas narrativas, a trama simplesmente para de avançar, permitindo ao narrador, voltar no tempo e fazer uma reflexão detalhada, e às vezes poética, sobre a vida de um determinador personagem, um local específico ou um capítulo marcante para a história que está sendo narrada ao leitor. E estes são os livros que mais fascinam os leitores com uma mentalidade mais madura. Leitores que buscam mais que uma simples história.

Existem outros gênero fascinantes como o Terror, com mestres como Stephen King e Edgar Allan Poe; Ficção Científica, o gênero de Isaac Asimov, que permite ao autor brincar com elementos que poderão ser criados no futuro da humanidade; E temos ainda o Yong Adult, termo em inglês que se refere aos romances para os jovens, com histórias simples e com temáticas para fisgar os novos leitores.

O mundo dos livros é admirável, e se pode sempre falar mais e mais sobre ele. Mas o principal objetivo deste artigo – além dos gêneros mais populares – foi ressaltar o que eu comentei nas primeiras linhas: não se deve, jamais, desprezar as palavras, a poesia, o prazer de se ler uma obra bem escrita. Afinal, do que adianta um livro ter uma boa história, se este mesmo livro, não for bem escrito?