Jovens Recém-Casados

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Com a internet, o que eu mais vejo ultimamente são jovens recém-casados. Através de sites e redes socais, noto que muitos dos noivos têm vinte e poucos anos, no máximo. Aí vem a pergunta que não quer se calar: compensa mesmo casar-se tão jovem? Será que estes jovens não estão cometendo um grande erro? Ou depende de cada um?

Na maioria dos casos, um rapaz e uma moça se conhecem, ambos com pouca experiência no mundo do amor, ficam encantados um pelo outro e após apenas alguns meses de namoro, decidem pelo casamento. Mas apenas o amor platônico será suficiente para que o par fique junto para todo o sempre?

Primeira observação: A experiência sexual de cada um

Não vamos fingir inocência aqui. O sexo é sim muito importante para a vida de um casal, seja para um par de jovens namorados e principalmente, para um casal que jura fidelidade e respeito mútuo no altar. A dúvida aqui é: ambos já mataram a curiosidade que a maioria tem em ter vários parceiros sexuais? Seja por motivos de comparação ou mesmo para saciar a vontade de ter uma gama maior de experiências. Muitas das vezes, um perde a virgindade com o outro. E o sexo é tão mágico que ambos acham que já está ótimo, que não tem como melhorar. Daí, depois de um tempo de casamento, começam a surgir as brigas; a falta de sexo; o cansaço depois de um longo dia de trabalho; a relação não é mais como era antes, então, na primeira oportunidade e tentação, surge a traição, que na maioria das vezes é motivada pelo desejo de novidade, talvez por vingança porque o parceiro já não é mais tão atencioso como era antes. Aí o conto de fadas começa a se desmoronar, levando em muitas das vezes, ao tão famoso divórcio.

Segunda observação: Conhecendo melhor o companheiro

O problema aqui são os casais que namoram por no máximo um ano e depois decidem se casar. Em grande parte dos casos, os noivos não se conhecem totalmente. E com o matrimônio, vem o teste da relação. Na convivência diária, surgem os problemas: os momentos tristes e alegres; as pequenas discussões; os problemas de higiene pessoal que um dos dois possa ter; a relação com a família do parceiro e por aí vai. Tudo resulta em um desgaste nada agradável e no sentimento de decepção, mostrando que o par de pombinhos não se conheciam tão bem como imaginavam quando decidiram-se pelo casório. A magia vai diminuindo, e muitas das vezes, acaba por completo!

Minhas observações sobre o assunto

Eu penso que os jovens erram ao pensar em casamento ainda tão cedo. Vinte, vinte e um anos, enfim, não importa, está é a idade perfeita para fazer outras coisas; como estudar, namorar, curtir a vida, a liberdade, a juventude. Fazendo uma comparação, casar-se jovem demais, é a mesma coisa que começar a trabalhar pesado na infância, ao invés de estudar e brincar. Com a união, de cara, os jovens adultos têm de encarar enormes responsabilidades: as contas para pagar; os diálogos cruéis e necessários que um casal precisa ter; a convivência por vezes insuportável com a família do conjugue e por aí vai.

É claro que existem algumas exceções boas, como o sentimento de ter encontrado a ‘’alma gêmea’’ mesmo ainda tão moço! Mas os contras são mais fortes que os prós. A série de decepções que os recém-casados possam ter, levam à traição ou ao estresse mútuo. E com o divórcio, surge aquele sentimento incontrolável de tristeza e descrença com a vida. O melhor a se fazer nestes casos é conter a tristeza e honrar aquela famosa frase de ‘’bola para a frente’’, seguindo assim com a vida e tentando encontrar um novo amor. De que adianta ser jovem e entrar em depressão por causa de uma desilusão amorosa, por maior e mais sofrível que ela seja. A vantagem da pouca idade é reerguer-se, olhar para cima e enxergar uma existência inteira pela frente; uma jornada com novas aventuras, novos desafios e, claro, novos amores!

Assim como o jovem foi romântico o suficiente para desejar casar-se tão cedo, ele tem que continuar sendo romântico e incorporar aquele espírito de que o amor de sua vida pode estar bem adiante, na próxima cidade que ele chegar, na próxima esquina que ele cruzar.

 

 

 

 

 

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Why not learn english, my friend?

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Without internet it seemed useless learn to speak a new language, like english for example. But, internet came and changed everything. Suddenly, everyone was speaking and writing in english. One of the main reasons i think is because the majority of the sites around the web are from USA, the nation ”who created the phenomenon called INTERNET”.

I have been learned english since i was very young. In the high school, english was one of the main subjects. And the other determinant factor that motivated me to learn english: The movies and tv shows. These hours with entertainment in english language, elevated my english skills to very high levels! The video games too, even if the games were japanese for example, the subtitles were in english. The most famous web sites are in english, so, this was other factor that motivated me. And the music: the most famous musicians in the world sings in english, like Elvis Presley and The Beatles.

Recently, i decided that i definitely have to learn english fluently. So beside the basic english language videos around the web, i started watch movies and tv shows without any subtitles… and the most exciting: I started reading books in english. And this helped me a lot. My main goal is keeping this routine for the rest of my live. English is always a learning!

A beautiful, simple and useful language to learn. Why not learn english, my friend?

 

 

 

 

 

 

Filmes de Super-Heróis: Eu não os suporto mais!

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Vivemos em um momento da cultura pop em que os super-heróis, principalmente os filmes de super-heróis, estão no mais alto nível de popularidade. E o sucesso das produções parece aumentar cada vez mais com o passar do tempo. Mas o meu interesse diminui a passos largos para este tipo de produção cinematográfica.

O conceito de super-herói é o básico: Uma pessoa cansada de ver o sofrimento dos inocentes, se lança no combate ao crime, derrotando os vilões e salvando a vida dos mais oprimidos. Geralmente o herói tem um super poder ou alguma habilidade especial, daí o termo ‘Super’. E claro, esconde sua real identidade, usando um uniforme personalizado.

O primeiro país a investir pesado neste conceito de histórias – Os Super-Heróis – foi os Estados Unidos da América.

O primeiro país a investir pesado neste conceito de histórias foi os Estados Unidos da América. Na década de 1930 do século 20, os personagens Clark Kent/Superman e Bruce Wayne/Batman foram criados e apareceram pela primeira vez nas histórias em quadrinho. Nos anos seguintes, o gênero se popularizou e se consolidou formando um público fiel, não apenas na América, mas em todo o mundo. Duas grandes editoras se destacaram desde o inicio, a Marvel e a Dc.

Dos quadrinhos para o cinema

A primeira grande produção para o cinema baseada em um personagem popular dos quadrinhos foi Superman, de 1978. Na década de 80 o popular cineasta Tim Burton rodou Batman, que se tornou um grande sucesso. Mas o gênero não conseguia ter uma sequência de grandes sucessos – um dos principais motivos apontados por todos para não haver tantas adaptações, era o orçamento e a tecnologia absurda que iria ser preciso para levar aquelas histórias fantásticas para à tela grande. Foi apenas nos anos 2000 que os super-heróis ganharam de vez às telas de cinema. X-Men de Bryan Singer fez um relativo sucesso, mas foi com Spider-Man de Sam Raimi, filme lançado em 2002, que o gênero conheceu seu primeiro fenômeno de bilheteria. A DC tentou emplacar um fracassado Superman, mas viu um grande sucesso de público e crítica com a aclamada trilogia The Dark Knight, de Christopher Nolan. Já a Marvel entrou de cabeça na produção de filmes de super-heróis com o lançamento de Iron Man. O sucesso do filme impulsionou a gigante dos quadrinhos a adaptar um universo inteiro de heróis para o cinema. Tendo como auge, os filmes chamados The Avengers, quando os principais heróis da editora, juntam-se para o bem comum de salvar o planeta. A DC entrou na onda e aos trancos e barrancos vai conseguindo construir seu universo cinematográfico, tendo como maior êxito até o momento, Wonder Woman, de 2017.

Problemas, problemas e mais problemas

Primeiro Problema

Confesso que sou um pouco romântico e tradicional em se tratando dos personagens. Explico: não gosto de ver um personagem marcante sendo interpretado por vários atores diferentes. Imagine um personagem inesquecível de um filme que você ame. Agora imagine outro ator, muita das vezes sem carisma algum, o interpretando. Não dá. A mesma coisa acontece no universo dos heróis. Tivemos recentemente o personagem Peter Parker sendo interpretado por três atores diferentes. E o mais absurdo foi o que ocorreu na década de 90: Em um período de 5 anos, tivemos de forma constrangedora, 3 atores interpretando o personagem Bruce Wayne, o Batman. Os filmes estavam dando dinheiro, o ator não queria mais interpretar o personagem e o estúdio preferia rebaixar o nível artístico e intelectual dos longas, para faturar. Saia a qualidade e entrava a fome cega pelo dinheiro.

Segundo Problema

Nos filmes de heróis existe muita maldade por parte dos vilões. Por isso, é normal os estúdios adicionarem as piadas para dar um pouco de leveza ao longa. O problema é o exagero. Em filmes recentes como The Avengers e Justice League, podemos notar piadas desnecessárias em plena batalha final. Isso é um absurdo. E vai chegando a um ponto em que todas as piadinhas e momentos engraçados vão ficando genéricos e extremamente forçados. Tudo chato e previsível. Os filmes da DC por exemplo, estavam sendo elogiados pelo tom mais sério que vinham adotando, mas advinha? Em Justice League eles se atreveram a botar mais piadinhas que o usual. O resultado? Algo totalmente embaraçoso e constrangedor!

Terceiro Problema

Ao começar a relembrar os super-heróis japoneses com as séries Tokusatsu e também o saudoso El Chapulín Colorado, o herói humorístico mexicano, vi que o estilo americano não me agradava tanto. A trilha sonora é chata e genérica, as piadinhas não tem graça alguma e são fora de hora… e claro, os inúmeros atores diferentes interpretando a mesma porcaria de personagem. Você vê que o problema não é apenas o gênero, mas também o país que o produz.

Temos que admitir, qualquer país que começar a produzir em excesso um determinado sub-gênero de filmes, correrá o sério risco de cair no lugar comum, com obras genéricas, com baixo valor artístico e com o intuito apenas de rodar longas comerciais e sem muita qualidade!

Conclusões Finais

Com bilheterias grandiosas, os filmes de super-heróis não irão perder a popularidade tão cedo assim. Mas não importa, o gênero desde já, 2018, está incrivelmente saturado, chato, desgastado e sem folego artístico. E como os fãs não conseguem ver um passo à sua frente em se tratando de críticas aos seus ídolos/heróis, fica difícil dialogar. Quanto aos inúmeros problemas, como iremos resolvê-los? Nós não, os estúdios. E a resposta é simples: os grandes estúdios que produzem filmes de super-heróis não irão fazer absolutamente nada! Enquanto estiverem ganhando muito dinheiro, os produtores gananciosos continuaram fazendo filmes genéricos, com piadinhas sem graça e com vários atores diferentes, um pior que o outro, interpretando o mesmo personagem, em um ciclo infinito de pura imbecilidade coletiva!

 

Como a Netflix deixou às pessoas burras, preguiçosas e ignorantes!

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Netflix é um serviço de streaming fundado em 1997 nos Estados Unidos. No inicio à empresa surgiu com a proposta de entregar filmes em DVD através dos correios. Mas foi à partir da atual década, com filmes, séries e documentários online, que à empresa se popularizou ao redor do mundo. Rapidamente, o serviço se tornou uma verdadeira febre entre os consumidores de entretenimento, e devido ao preço popular, a maioria das pessoas que gostam de assistir a séries e filmes, passaram a assinar a rede de streaming.

Mas qual o problema com isso?

Vamos voltar um pouco no tempo. Com a popularização da internet, nos anos 2000, um dos fatores que mais levavam as pessoas a ter a rede online de computadores em casa, era a possibilidade de assistir a filmes e séries. O termo ‘Download’ se popularizou. Qualquer usuário que possuí-se uma internet com velocidade de download razoável, conseguiria dentro de algumas horas no máximo, baixar um filme completo ou um episódio de seu seriado predileto para assistir. Era fascinante ter um mundo todo de histórias para desbravar através da grande rede.

É aí que eu entro na história.

Quando tive acesso pra valer à internet, procurei assistir o mais rápido possível os filmes e séries menos populares, ou pelo ao menos, as produções que não eram exibidas para à massa em canais de tv aberta e também pelos canais por assinatura. Eu explorei tudo, começando pelos filmes raros e em preto e branco e depois pelos animes e séries que nem eram exibidas no Brasil, mas que os fãs – popularmente conhecidos por Fansubbers – traziam legendados para o deleite de milhões. Eu me sentia importante, diferente, mais sábio ao valorizar os trabalhos de arte menos conhecidos pelo grande público!

O meu objetivo era assistir filmes de outras partes do mundo, não ficando preso apenas e tão somente ao famoso cinema clichê de Hollywood. Quanto às séries, o mesmo sentimento, queria tentar assistir o máximo de séries possíveis, principalmente algumas bem raras, mas que eu valorizava tanto quantas as mais badaladas. Eu percebia que muitas pessoas faziam o mesmo e notava o surgimento de vários sites e fóruns pela internet para o compartilhamento das raridades de países variados.

Então o fenômeno Netflix explodiu, é netflix para lá, é netflix para cá, é em cima, é em baixo, para a direta, para a esquerda. Enfim, fica até chato repetir tantas vezes a mesma palavra. Aí você indicava um filme ou série e vinha a pergunta irritante ”Que legal a história desta série, tem na netflix?” ou ”Esse filme parece ser maneiro, mas tem na netflix?”. E isso me parecia preguiça por parte de quem perguntava. Mas logo me lembrou outra palavra bem forte: Ignorância. Achei um site que mostra todos os filmes e séries disponíveis na netflix no momento da pesquisa. E foi o que eu esperava. Vamos nos ater apenas aos filmes: A maioria esmagadora são filmes de Hollywood, ou seja, os tradicionais filmes clichês americanos… Que novidade hein? E já não bastasse isto, o que me irritou ainda mais foi: Apenas 8% dos filmes disponibilizados no serviço de streaming são do século passado, ou seja, de 1999 ou abaixo. Isto é um problema, por que não apenas para este que vos escreve, mas para todo bom cinéfilo, as melhores décadas do cinema são as mais antigas e não as duas mais recentes.

Burros, preguiçosos e ignorantes!

Pense bem, o gostoso da internet não é se livrar do tanto de enlatados americanos recentes que nos fazem engolir goela abaixo? Pois é, pois na Netflix a grande maioria dos filmes são americanos… e recentes, com poucas opções para quem gosta de filmes antigos e de outros países.

Não me importa se você ao ler isso aqui irá se sentir ofendido, mas se você depende da Netflix e tão somente dela para assistir séries e principalmente, filmes, você é sim mesmo não sabendo, um burro, um preguiçoso e um tremendo de um ignorante! Uma pessoa fraca, que deixa uma gigante do entretenimento ditar o que você deve ou não assistir.

Mais um adendo: A Netflix costuma tirar do catálogo alguns filmes e séries depois de um certo tempo, ou seja, se você não tiver a atitude de procurar o entretenimento que você deseja, a unica opção será ser refém da vontade da rede de streaming. Já pensou, tornar-se a putinha da Netflix e ficar dependendo apenas dela para assistir os filmes e seriados desejados? Uma espécie de fantoche humano. Isso me lembra a era da televisão aberta. Não aceite isto. Faça como eu: Baixe e comparti-lhe os filmes raros, para você tê-los em seu computador pessoal e assim possa assisti-los na hora em que você bem desejar. É assim que pessoas que não são burras, nem ignorantes e muito menos preguiçosas, fazem!

 

Não consuma apenas Enlatados Americanos

ENLATADO AMERICANO

Eu amo e odeio os Estados Unidos.

Assim como o Japão – meu país favorito no mundo – todos os países tem seus defeitos e qualidades. Por exemplo, sabe-se que o Japão no inicio do século XX se meteu em guerras, disputas e ocupações que renderam más memórias aos chineses, coreanos, americanos e etc. Mas mesmo o Japão – para detalhar mais, o governo japonês – sendo uma nação com um passado não tão glorioso assim, eles tem que ser respeitados pela incrível cultura e enorme contribuição ao mundo, principalmente contribuição tecnológica. Os governantes dos Estados Unidos também já fizeram muita coisa errada, que despertou o ódio de várias pessoas, principalmente na parte política. Mas o país sempre teve duas grandes qualidades: A cultura e o pioneirismo. O País sempre investiu pesado no cinema, na televisão, teatro, literatura e foi o que mais investiu na internet, para se ter uma ideia, a maioria esmagadora dos sites famosos foram criados por Americanos nos Estados Unidos, como o YouTube, o Facebook, o Twitter e o site mais acessado do mundo inteiro: O Google.

Apesar de todo país ter sua industria própria de filmes, os longas dos Estados Unidos sempre foram os mais vistos e comentados no mundo inteiro, tendo também a premiação mais popular da sétima arte: Os Oscars. Na televisão, a partir da década de 50 os EUA não só foram pioneiros como dominaram o meio se tornando o maior exportador de séries do planeta. A maioria das séries tinham dois formatos clássicos que se tornariam o padrão da tv americana: As comédias de 20 minutos e os dramas de 40 minutos. As séries humorísticas retratavam situações do dia a dia, amizades, problemas familiares e relacionamentos – Algumas produções investiam em uma narrativa super-romântica para agradar também, ao público feminino. Já os shows de drama em sua maioria eram de cunho policial com o já clássico ”caso da semana” com um detetive ou policial ”Bad-Ass” resolvendo o mistério e prendendo o criminoso. Outro gênero incrivelmente popular no inicio da televisão norte-americana era o de Western – Faroeste no Brasil – que já tinha grande popularidade devido aos clássicos do cinema em sua maioria estrelados por John Wayne, um dos atores mais famosos da era de ouro de Hollywood.

No Brasil, as séries americanas sempre tiveram vez na tv aberta, mas havia também um equilíbrio de exibição com as produções japonesas como os animes (Saint Seiya) e tokusatsus (Jaspion) e mais tarde com produções mexicanas como o seriado El Chavo Del Ocho e as tradicionais telenovelas latinas. Agora o problema mesmo foi com a famosa ”Tv a Cabo”. A maioria dos canais por assinatura no Brasil eram originais dos Estados Unidos e exibiam apenas as séries que já estavam sendo exibidas em seu país de origem. O mesmo com os filmes e com os documentários. Foi a era de ouro de seriados como Friends e Seinfeld, dentre outros. Então se popularizou o termo Enlatado Americano, que era como esta séries clichês de drama e comédia – exibidas à massa brasileira e mundial – eram chamadas. Os filmes transmitidos na tv por assinatura e na tv aberta, eram americanos em sua maioria esmagadora: Os tradicionais filmes de entretenimento de Hollywood. E os documentários, também, todos americanos. O povo era condenado a assistir apenas conteúdo de um país apenas. Talvez seja por isto, que até os dias de hoje existam tantos brasileiros iludidos que acham que os EUA é o paraíso na terra, e sonham em se mudar para lá, se esquecendo que existem outros países com falantes nativos da língua inglesa, como Canadá e Austrália, que possuem uma qualidade de vida muito superior à dos Estados Unidos.

Apenas recentemente, com a internet, que eu – um consumidor em massa de enlatados americanos – percebi que tinha algo errado com tudo isso. Pense bem: Em um mundo com mais de 190 países, qual a logica de ficar consumindo apenas produtos de uma única nação? A ascensão dos fansubs me ajudaram e muito. Comecei a assistir as séries japonesas de super-heróis – Programas conhecidos popularmente como Séries Tokusatsu – e ao ver o estilo diferente e bem mais agradável de se fazer shows de tv dos japas, que minha mentalidade mudou. De repente, em minha consciência, comecei a refletir e percebi o que estava faltando em minha vida: Consumir cultura pop de outros países. Seja séries, filmes, livros, música e etc. Moramos em um mundo enorme, e sem nenhuma razão, vamos ficar dependentes apenas de um país? País este que de vez em quando, nem é tão bom assim em vários assuntos importantes.

Comecei a procurar novas alternativas de séries pela internet, e além de relembrar as novelas brasileiras e mexicanas, descobri os chamados DORAMAS, que nada mais são que séries asiáticas, mais especificamente de três países: Japão (J-Drama), China (CH-Drama) e a grande potência em se tratando deste assunto em específico, a Coreia do Sul (K-Drama). Na música eu já flertava com o Reino Unido, mas descobri que Canadá, Austrália e Nova Zelândia são outros ótimos países com música de alto nível em língua inglesa. Também já admirava a música sueca e conhecia um pouco da música grega. Também passei a ouvir com mais frequência, a nossa rica música brasileira. Mas a consolidação mesmo venho recentemente com o K-Pop, ou seja, a música pop popular Sul-Coreana, que tem como principal força os chamados M/V, os vídeo clipes como são popularmente conhecidos aqui no Brasil.

E no universo dos filmes, eu me interessei mais pela França e os filmes europeus em geral até finalmente conhecer o cinema indiano aka Bollywood. A Industria cinematográfica da Índia conseguiu criar uma identidade própria ao longo dos anos, fazendo filmes com longa duração, recheados de ação, suspense, romance e muita música, com os tradicionais números musicais durante o filme: Quando os personagens param tudo o que estão fazendo para dançar, pular e cantar, sempre embalados pelas mais belas canções que o país com mais de 1 bilhão de habitantes consegue produzir com louvor. Para completar, me apaixonei definitivamente pelo cinema asiático em geral, com destaques para o cinema Chinês, Japonês e Sul-Coreano.

Quanto à literatura, eu sempre li livros de todo o mundo, incluindo os autores americanos. Como os Estados Unidos é um país forte em cultura em geral, na parte da prosa não seria diferente. Mas quanto ao universo literário, sempre fui eclético e procurei ler vários autores, de diferentes nacionalidades.

Nos últimos meses, ao olhar para a cultura americana em geral, vi que o pessoal daquele país é acostumado a coisas secas demais, rápidas, sem muita arte. Explico: A trilha sonora das séries é sem graça, as músicas não tem tanto capricho, os filmes são genéricos, iguais, repetitivos e etc. Tudo é feito as pressas, com muito apelo comercial e pouca criatividade artística na maioria das vezes. Em meu ponto de vista, apenas a literatura da nação continua intacta e não decadente. Pensando agora e fazendo uma extensa reflexão bem no fundo de minha consciência, fico muito feliz em perceber que eu acertei em cheio ao diminuir assustadoramente a quantidade de cultura americana que eu botava em minha vida. Existe um mundo inteiro para se explorar, seja nos filmes, séries, músicas e livros, e eu não vou ficar aqui perdendo o meu tempo e me tornando ignorante consumindo somente a cultura de um único País. País este que nem sequer é o melhor do mundo para produzir o conteúdo que eu mais aprecio.

Liberte-se também e pare de consumir apenas Enlatados Americanos!