À internet nos libertou

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É incrível notar como a rede mundial de computadores nos libertou do marasmo da tv aberta e tv a cabo e dos cinemas e vídeo-locadoras nojentos com apenas filmes recentes e enlatados americanos. Hoje se pode assistir filmes de qualquer país, fazer a maratona de um determinado tipo de filme, assistir a filmografia completa de um ator/atriz ou diretor. Você monta sua própria programação.

Em relação as séries é algo mágico também. Você escolhe a série que quiser e promove uma maratona podendo assistir o show completo em apenas alguns dias.

No mundo dos livros é fascinante. Você não é obrigado a pagar absurdos 50 ou 100 reais em um livro, você pode baixar de graça e ler a hora que quiser. Sem contar a chance de baixar livros em inglês ou outros idiomas e ler sem sair de casa ou ir àquele país para comprar o produto desejado.

Agora quanto ao mundo da música, o que dizer? Antes não existia graça nenhuma acompanhar música. Éramos obrigados a ouvir apenas o que as rádios tocavam, e com os anos 2000, o que se ouvia nas rádios voltadas ao público jovem era apenas aquelas músicas nojentas de pop e hip-hop estadunidenses. Com o acesso à internet, podemos ouvir música de verdade, baixar as discografias dos grandes artistas e montar a nossa própria discoteca. E não, eu não tenho vergonha de dizer que baixo de graça, por que se depender dessas empresas ambiciosas, estamos ferrados.

É por estas e outras, que vale a pena viver no mundo de hoje. Muito obrigado internet, por nos libertar e pela liberdade de escolher o que queremos ler, ver e ouvir.

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O que leva uma pessoa a ser viciada em futebol?

Briga entre torcidas na partida entre Atlético-PR e Vasco

 

Criado há mais de um século atrás, o futebol é o esporte mais famoso em todo o mundo. E continua muito popular atualmente. Basta ver as transmissões pela televisão, os patrocínios, os contratos milionários e a repercussão enorme das partidas nas redes sociais. Mas o que faz o futebol ser um esporte tão popular? Existe uma lógica por trás de tantas pessoas viciadas neste esporte?

Primeiramente, devo confessar que eu também já fui viciado em futebol. Primeiro, quando tinha aproximadamente sete anos de idade. E depois, no fim da adolescência, por volta dos dezessete anos. Nesta segunda vez, fiquei uns bons anos acompanhando o universo futebolístico. Partida a partida, cada contratação, resultados do futebol no Brasil e no mundo. Vibrava a cada lance e assistia e ouvia sempre os programas esportivos. Ficava empolgado com os novos jogadores, os esquemas táticos (3-5-2, 4-3-3, 4-5-1 e etc.), os novos uniformes, as novas pesquisas de quem tem mais torcida, o novo reforço milionário de uma grande equipe popular.

Mas pouco a pouco fui perdendo o interesse. E quando foi? A resposta é simples: foi justamente quando comecei a perceber os ‘’podres’’ que habitam neste esporte tão popular entre a grande massa. Um time estava bem e do nada começava a perder. Mais o que seria? Depois se descobria que os jogadores estavam implicados com o treinador ou tinham um mal relacionamento com o preparador físico. Daí, combinavam entre si de perderem quantos jogos fosse preciso, até o treinador ou o preparador ser demitido. Às vezes, até a diretoria entrava no meio das coisas. O jogador não estava satisfeito com este ou aquele dirigente, e começava a fazer corpo mole.

Outro fator ridículo neste mundo do futebol é justamente a burrice sem fim de alguns dirigentes. Eles deixam de cuidar de suas próprias empresas para comandar os clubes, e muitas das vezes, de forma patética e absurda, tiram dinheiro do próprio bolso para botar no clube. Sem receber nada em troca.

Mais um fato interessante, e até trágico: o time vai bem em uma temporada e depois, por pura incompetência da diretoria, afunda-se em um mar de crises sem fim. É bizarro ver um time ser campeão brasileiro em um ano, e no outro, a mesma equipe vitoriosa lutando para se manter na divisão da qual pertence.

Aí quando você pensa que não pode piorar, piora ainda mais. As brigas de torcida! O time começa a perder para o maior rival, os sentimentos explodem, e o resultado é um verdadeiro quebra-quebra entre os torcedores rivais. Não bastasse isso, às vezes a torcida briga entre si. Em muitos casos, o torcedor, em forma de protesto ao mal resultado no jogo, arranca um banco do estádio ou pratica outro ato deplorável qualquer, e advinha quem é punido? Não, o torcedor não, o clube. Ou seja, a instituição não tem nada a ver com a personalidade imbecil do torcedor, mas paga assim mesmo, perdendo o direito de ser o mandante dos jogos, ou até mesmo, jogando com o estádio vazio, sem direito à torcida.

Analisando estas e tantas outras idiotices do mundo do futebol, você para e pensa: será que compensa continuar acompanhando um esporte tão cheio de altos e baixos? E a resposta é fácil: isso é algo pessoal. Mas do meu ponto de vista, não. Não compensa acompanhar o universo do futebol. Em um mundo com tantas coisas mais interessantes para se fazer, como assistir a filmes; acompanhar séries; ler bons livros; ouvir música; namorar; viajar; apreciar à arte da gastronomia etc. O mundo do futebol perde totalmente o espaço.

Parando para refletir e analisando bem no fundo da consciência, o que é o futebol? Bem, é apenas um bando de macho suado, na maioria das vezes analfabetos e ignorantes por escolha própria, correndo atrás de uma bola e na maioria das vezes, estes mesmos homens suados, acabam jogando e não dando a mínima para os torcedores. Eles se importam mesmo é com o salário gordo no final do mês, com a namorada gostosona maria-chuteira, com o novo carro importado e com um futuro contrato milionário em algum clube recém-comprado por um empresário mega bilionário!

Este é o mundo do futebol. Um mundo em que me orgulho de ter saído há muito tempo. Agora acompanho este esporte de vez em quando, apenas para rir, algo como um passatempo.

Mas milhões de pessoas ainda irão passar muita raiva por causa desta bobagem de esporte… por muito e muito tempo. Fico feliz em saber que estou fora destes milhões.

 

O porquê de os filmes ainda serem mais fascinantes do que as séries

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Com à internet, ficou muito fácil para qualquer pessoa escolher o seu meio favorito de entretenimento. E os filmes e as séries continuam sendo os prediletos da grande maioria dos cidadãos brasileiros. Até aí tudo bem, o problema é o que as pessoas assistem.

Nem todo mundo pode viajar pelo mundo, viver aventuras frequentes. Por isso, os filmes e as séries sempre foram um ótimo meio de escapar da realidade e de se aventurar por outros mundos e culturas, conhecer pessoas fascinantes e se apaixonar por grandes personagens e belas histórias.

Mas parece que o brasileiro se esqueceu de uma coisa: viajar pelo mundo e não apenas pelos Estados Unidos. O país da América do Norte simplesmente domina a tv e os cinemas brasileiros. A maioria esmagadora das séries e filmes consumidos pelos cidadãos do país é de origem estadunidense. Antes da internet era aceitável, as pessoas eram ‘’obrigadas’’ a assistir apenas aos enlatados americanos nos cinemas e na televisão, tanto na tv aberta quanto na tv fechada. Mas mesmo agora, com à internet, os brasileiros continuam aceitando os enlatados americanos serem empurrados goela abaixo, até escrevi um artigo sobre este assunto.

Com acesso à internet, um dos fatores mais interessantes é poder assistir filmes do mundo todo. Eu mesmo descobri recentemente o maravilhoso cinema indiano, e agora quero investir também no cinema espanhol, que cresce cada vez mais. Estou de olho também no cinema árabe e turco. É muito curioso notar as diferenças nos filmes, tanto na parte da fotografia, música, direção, estilo de atuação dos atores e etc.

Aí você começa a procurar por séries ao redor do mundo e infelizmente, não tem a mesma facilidade comparada à procura dos filmes. O mundo da tv é dominado pelos enlatados americanos – séries chatas e genéricas feitas sob medida para entreter pessoas preguiçosas que têm preguiça de procurar por algo diferente. A outra alternativa é o Japão, com seus populares animes. E fica nisso mesmo, EUA e Japão, Japão e EUA. Os outros países até que investem nas produções televisivas – com maior destaque para o Reino Unido e à Coreia do Sul – mas sem grande sucesso. É bem difícil achar uma série para baixar ou assistir online, principalmente se a série for longa e tiver muitas temporadas, e consequentemente, muitos episódios. Outro fato importante de se ressaltar é que com a popularidade absurda dos shows de tv, vários programas de qualidade questionável estão sendo produzidos ao redor do mundo. O que mais acontece com às pessoas atualmente é, iniciar uma série, e desistir após apenas alguns episódios vistos, tamanha a baixa qualidade do show. Ninguém vai querer passar várias horas assistindo algo que não lhe agrade. Já que nem todas as séries têm o alto nível de alguns fenômenos televisivos recentes.

Quando se fala em filmes + internet, aí sim temos um fenômeno fascinante. Os filmes estão disponíveis em todos os lugares. Desde os clássicos sites para download, até filmes online em serviços pagos como a Netflix e sites gratuitos como o mega popular YouTube. E com a sétima arte sim, podemos viajar pelo mundo inteiro. Filmes de todas as partes, da América à Europa, da Europa à Ásia, passando também pela África e sem se esquecer da Oceania. Em ambos os continentes, longas famosos são produzidos e vários países conseguem montar sua própria, ainda que modesta, Hollywood! Diferentemente das séries, uma pessoa não irá desistir de um filme chato de apenas noventa minutos. Sem contar a facilidade para encontrar filmes em sites de recomendações e listas especificando o estilo exato de longa que o usuário procura. Você pode procurar um filme com um ator talentoso, uma atriz bonita, um filme de terror para assistir à noite com à namorada, um filme indiano ou quem sabe europeu, um road movie ou até mesmo uma típica e clichê comédia-romântica.

Por estes e outros motivos, o cinema segue sendo a melhor e mais divertida forma de entretenimento. A mais fácil, que não irá te deixar ignorante e que não consumirá muito tempo de sua vida!

 

 

 

 

 

 

Os Fãs de Quadrinhos no Brasil

Comic-Books

Entrando em sites especializados em quadrinhos e cultura nerd no Brasil, notei um padrão preocupante: os fãs estão começando a desprezar o bom cinema, e defendendo com unhas e dentes os filmes para nerds. Se um cineasta consagrado criticar um filme de super-herói, os nerds lunáticos por gibis caem em cima, independentemente se a filmografia do diretor for muito mais relevante que os filmes de heróis coloridos.

Fui debater o filme Vingadores: Guerra Infinita, dizendo que era apenas um filme comercial, genérico e feito apenas para ganhar dinheiro – o que é a mais pura verdade – e fui massacrado, com alguns escrevendo coisas como ‘’nunca li tanta bosta escrita’’. Outro dia, um famoso apresentador criticou o fato de uma personagem parecer ser bem fraca e estar enfrentando inimigos supostamente bem mais fortes do que ela, e advinha? Ele foi duramente criticado com afirmações infantis como ‘’Você não lê os quadrinhos, lá ela é isso e aquilo e aprendeu esta e aquela técnica’’. Como se todos fossem obrigados a ler todos os quadrinhos e ficar por dentro da história e dos poderes especiais de cada personagem.

É preocupante notar a loucura de alguns fãs. A maioria parece não aceitar críticas ao seu super-herói favorito. Não pode falar mal do filme, do herói, do vilão. Parece que todo mundo agora é obrigado a gostar de filmes de super-heróis. Todos têm que entender a história dos personagens, e gostar de como os quadrinhos são publicados e de como eles funcionam. Me desculpem seus nerds filhos de uma puta, mas eu não.

Uma mensagem para os nerds fãs de quadrinho Brasil:

Por onde eu começo, ah, deixe me ver, quadrinhos não são aquelas histórias coloridas e infantis com um bando de homens lutando contra bandidos? Certo, até aí tudo bem, mas continuando. Quadrinhos não são aqueles gibis que nunca acabam, com heróis sempre tendo suas personalidades mudadas, com heróis e vilões sendo ressuscitados a todo o momento? Não são aquelas histórias onde sempre surge um novo autor e um novo desenhista? Não são aquelas histórias que começam um em uma revista e continuam em outra apenas para a editora ganhar mais dinheiro em cima dos nerds que compram este tipo de história? Me desculpem nerds, mas não, eu não sou obrigado a gostar deste tipo imbecil de história.

Primeiro, uma pessoa que gosta de quadrinhos de heróis, basicamente só consume algo de um país apenas: Estados Unidos da América. E não existe coisa mais patética do que apreciar à arte apenas de um único país. Livros, filmes, músicas são formas de artes tão fascinantes, justamente por que o mundo inteiro as produz. Outra coisa fundamental além das constantes trocas de roteiristas e desenhistas, é a duração infinita das histórias. Todos nós vamos morrer algum dia, certo? E a graça, por exemplo, de um filme ou livro é termina-lo. É tão bom começar a assistir um bom filme e após duras horas, concluí-lo. É tão agradável começar a ler um livro, por mais longo que ele seja, e termina-lo após uma ou duas semanas. Agora estes quadrinhos coloridos de super-heróis, quando acabam? Quando será a batalha final entre o mocinho e o vilão? Não há sentido algum em histórias deste tipo. Não existe arte. O correto seria o autor criar uma história com uma conclusão, uma mensagem, e não um produto meramente comercial. Por que é isso que um gibi de herói é: algo sem alma, comercial, feito apenas para vender e ganhar dinheiro em cima de nerds virgens e sem vida social. E é isto que os americanos fazem de melhor: histórias secas e sem alma, feitas apenas para lucrar.

Se vocês querem perder o tempo da vida de vocês com estas histórias toscas e sem vida, tudo bem, mas eu sou esperto demais para cair nesta armadilha. Boa sorte para quem fica neste mundinho infeliz de quadrinhos americanos de super-heróis.

Agora dá licença, que eu irei ler o meu livro. Isto sim, uma leitura de qualidade!

 

Jovens Recém-Casados

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Com a internet, o que eu mais vejo ultimamente são jovens recém-casados. Através de sites e redes socais, noto que muitos dos noivos têm vinte e poucos anos, no máximo. Aí vem a pergunta que não quer se calar: compensa mesmo casar-se tão jovem? Será que estes jovens não estão cometendo um grande erro? Ou depende de cada um?

Na maioria dos casos, um rapaz e uma moça se conhecem, ambos com pouca experiência no mundo do amor, ficam encantados um pelo outro e após apenas alguns meses de namoro, decidem pelo casamento. Mas apenas o amor platônico será suficiente para que o par fique junto para todo o sempre?

Primeira observação: A experiência sexual de cada um

Não vamos fingir inocência aqui. O sexo é sim muito importante para a vida de um casal, seja para um par de jovens namorados e principalmente, para um casal que jura fidelidade e respeito mútuo no altar. A dúvida aqui é: ambos já mataram a curiosidade que a maioria tem em ter vários parceiros sexuais? Seja por motivos de comparação ou mesmo para saciar a vontade de ter uma gama maior de experiências. Muitas das vezes, um perde a virgindade com o outro. E o sexo é tão mágico que ambos acham que já está ótimo, que não tem como melhorar. Daí, depois de um tempo de casamento, começam a surgir as brigas; a falta de sexo; o cansaço depois de um longo dia de trabalho; a relação não é mais como era antes, então, na primeira oportunidade e tentação, surge a traição, que na maioria das vezes é motivada pelo desejo de novidade, talvez por vingança porque o parceiro já não é mais tão atencioso como era antes. Aí o conto de fadas começa a se desmoronar, levando em muitas das vezes, ao tão famoso divórcio.

Segunda observação: Conhecendo melhor o companheiro

O problema aqui são os casais que namoram por no máximo um ano e depois decidem se casar. Em grande parte dos casos, os noivos não se conhecem totalmente. E com o matrimônio, vem o teste da relação. Na convivência diária, surgem os problemas: os momentos tristes e alegres; as pequenas discussões; os problemas de higiene pessoal que um dos dois possa ter; a relação com a família do parceiro e por aí vai. Tudo resulta em um desgaste nada agradável e no sentimento de decepção, mostrando que o par de pombinhos não se conheciam tão bem como imaginavam quando decidiram-se pelo casório. A magia vai diminuindo, e muitas das vezes, acaba por completo!

Minhas observações sobre o assunto

Eu penso que os jovens erram ao pensar em casamento ainda tão cedo. Vinte, vinte e um anos, enfim, não importa, está é a idade perfeita para fazer outras coisas; como estudar, namorar, curtir a vida, a liberdade, a juventude. Fazendo uma comparação, casar-se jovem demais, é a mesma coisa que começar a trabalhar pesado na infância, ao invés de estudar e brincar. Com a união, de cara, os jovens adultos têm de encarar enormes responsabilidades: as contas para pagar; os diálogos cruéis e necessários que um casal precisa ter; a convivência por vezes insuportável com a família do conjugue e por aí vai.

É claro que existem algumas exceções boas, como o sentimento de ter encontrado a ‘’alma gêmea’’ mesmo ainda tão moço! Mas os contras são mais fortes que os prós. A série de decepções que os recém-casados possam ter, levam à traição ou ao estresse mútuo. E com o divórcio, surge aquele sentimento incontrolável de tristeza e descrença com a vida. O melhor a se fazer nestes casos é conter a tristeza e honrar aquela famosa frase de ‘’bola para a frente’’, seguindo assim com a vida e tentando encontrar um novo amor. De que adianta ser jovem e entrar em depressão por causa de uma desilusão amorosa, por maior e mais sofrível que ela seja. A vantagem da pouca idade é reerguer-se, olhar para cima e enxergar uma existência inteira pela frente; uma jornada com novas aventuras, novos desafios e, claro, novos amores!

Assim como o jovem foi romântico o suficiente para desejar casar-se tão cedo, ele tem que continuar sendo romântico e incorporar aquele espírito de que o amor de sua vida pode estar bem adiante, na próxima cidade que ele chegar, na próxima esquina que ele cruzar.